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Palavras ditas por Buda (Gautama), há mais de 2500 anos... E ainda hoje são atitudes que precisamos tanto ouvir!! Não acredite em tudo sem analisar!!

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domingo, 28 de agosto de 2011

Os chakras - Primeira parte


Etapas evolutivas na via do conhecimento
O corpo humano é um universo em miniatura. As sílabas que compõem a palavra “Hatha” significam o sol (“ha”) e a lua (“tha”) e, em nosso organismo, as energias solar e lunar percorrem três principais canais, chamados “nadis” que se movem ao longo da coluna.
São eles “Pingala” (lado esquerdo), “Ida” (lado direito) e o mais importante e central, “Sushumna”, localizado na medula óssea. Este é o nadi do fogo, que desperta a energia da “kundalini”.
Quando respiramos, os três canais são ativados e o ar os permeia como se fosse uma serpente entrelaçada (como representada na imagem do Caduceu de Mercúrio). A respiração alternada (nadi shodana) é o principal movimento do ar para ativar esses canais principais.
Os canais são sutis, isto é, não existem fisicamente. Enquanto energia pura, eles percorrem o corpo. E as ligações entre esses canais de energia nervosa são chamadas de “chakras”, ou rodas, por estarem em constante movimento.
Chakras são os plexos nervosos que se localizam ao longo da coluna vertebral, na frente de cada glândula do sistema endócrino. São os 7 principais:
MuladharaSituado na região pélvica, acima do ânus (“múla” – raiz, “ádhára” – suporte ou parte vital). Sua cor é marrom (elemento terra) e fica posicionado para baixo, na direção do períneo. A representação associada a ele tem a forma geométrica do quadrado e possui quatro pétalas, remetendo à força criadora que dá origem a todas as coisas. Seu som é “lam”.
Ligados a esse chakra estão os órgãos mais antigos do corpo: a carne e os ossos. O sentido é o olfato, relacionado à parte mais ancestral do cérebro. Relativo ao plexo do coccix, ele governa as funções de defecação e do parto. Os órgão de ação do Muladhara são os pés, base desse templo que é o corpo do homem. Ele estimula a palavra. A meditação sobre esse chakra controla o desejo, a inveja e a ira.
SvadhishthanaSituado no fundo da vulva (“yoni”), ou na raiz do pênis (“lingam”), significa força vital. É o símbolo da vida que, uma vez começada, é conservada. Sua cor é o laranja, seu elemento a água e, o som, “vam”.
Seis pétalas representam a união do céu com a terra, do consciente com o inconsciente. O forma geométrica é o círculo, símbolo da água. No corpo físico, é da água que se origina o sangue e os órgão a ela ligados são os genitais, os rins e as adrenais.
Svadhishthana governa o sentido do paladar, a região perineal e as pernas. As mãos são seus órgãos de ação. Ao meditar-se sobre esse chakra adquire-se o domínio sobre o elemento água, a capacidade de ver e comunicar-se com entidades dos mundos astrais e o poder de dominar a atividade sexual, seja pela castidade (“Brahmacharyn”), seja pelo Tantra Yoga. Ao escolher anular ou praticar o ato sexual, o yogue não desperdiça sua energia. Em ambos os casos, a fonte de energia vital interior a faz subir para o cérebro ao invés de ser expelida para o exterior.
ManipuraPlexo solar. O terceiro chakra situa-se no centro do corpo, atrás do umbigo. Seu elemento é o fogo, símbolo do poder de destruir e de transformar a matéria em energia sutil. A forma geométrica relacionada é o triângulo e a cor o amarelo. Som: “ram”.
A esse chakra está ligado o poder de conversão da energia cósmica em energia individual: ele governa justamente os órgãos do aparelho digestivo e suas funções de digestão e assimilação. Seu ponto focal é o pâncreas e o sentido, a visão.
Meditar sobre Manipura leva ao conhecimento do corpo inteiro; “queima” energias negativas, transformando-as em positivas.

Os chakras - Segunda parte


Centros de energia fazem ligações entre os canais sutis
Na primeira parte deste tema - veja aqui -  vimos que os três principais “nadis” ou canais sutis por onde circulam energias são Pingala (esquerdo), Ida (direito) e Sushumna (central), que correm ao longo da coluna vertebral (serpenteando-a) e são ativados pela respiração.
E que os chakras são plexos nervosos localizados na frente de cada glândula do sistema endócrino, fazendo ligações entre esses canais de energia nervosa. Foram descritos os três primeiros dos principais chakras: Muladhara, Svadhishthana e Manipura. Confira os outros quatro:
AnahataChakra do coração ou plexo cardíaco. O coração do lótus, onde reside o amor. Anahata significa som interno e sua cor é o verde, que identifica o inconsciente benéfico. (É também associada ao vermelho e ao rosa, para remeter ao amor universal, incondicional.)
Doze pétalas lembram os 12 signos do zodíaco e a forma geométrica é um semicírculo. Anahata representa o poder de dominar o elemento ar, ou seja, a comunicação entre o indivíduo e o cosmo através da respiração. O “Bija Mantra”, ou som, do ar é “yam”.
Os órgão desse chakra são o coração e os pulmões e ele governa o sistema cisrculatório e locomotor, além de influenciar as funções da glândula timo, o sentido do tato, a respiração e a deglutição.
No centro do Anahata dois triângulos sobrepostos formam uma estrela de 6 pontas, símbolo do equilíbrio entre o masculino e o feminino. Esse chakra é a sede de “Jivatma”, a alma individual, e de “Mamas”, a mente.
A meditação sobre Anahata domina o ego, leva o indivíduo a ultrapassar as fronteiras do plano físico e a desenvolver os poderes sutis. Na escalada evolutiva, o homem começa a atingir esse chakra.
VishuddhaPuro e etéreo são os significados do nome do chakra da garganta. Para os yogues, ele é o centro da grande pureza. Sua cor é o índigo e o símbolo geométrico, o triângulo invertido, tendo no seu interior um círculo: o fogo que envolve e domina a água. Tem como elemento o éter, cujo som é “ham”. São 16 as pétalas do lótus de Vishuddha, que comanda as ramificações nervosas, transmissoras de sensações a todo o corpo.
Este chakra controla a audição, a pele, a boca e a respiração. Seu órgão de ação é a tireóide, glândula que governa o metabolismo corpóreo controlando a “transformação” da matéria corpórea e mental, e vice-versa. O plexo relacionado é a faringe.
A meditação em Vishuddha leva a uma liberação e a um domínio sobre a matéria, podendo ser ouvidos sons mais sutis; nele se originam as notas musicais.
AjnaSeu nome significa centro de comando. É o terceiro olho, situado entre as sobrancelhas, símbolo da visão total, da superação da dualidade entre interior e exterior, entre físico e mental, consciente e inconsciente. Traz em sua representação apenas duas pétalas e a cor púrpura (ou azul).
Sua glândula é a hipófise, reguladora de todo o sistema psiconeuroendócrimo. O som é o “OM”, origem de todos os sons, o verbo criativo. “OM” representa a fusão do corpo físico com a alma e o espírito, a fusão de Brahma, o Criador, Vishnu, o Preservador, e Shiva, o Destruidor. E também o passado, o presente e o futuro.
A meditação sobre este chakra leva ao desenvolvimento da autoconsciência, à telepatia e à clarividência.
SahasraraSituado no topo da cabeça, entre o corpo físico e o corpo sutil, astral. É considerado um ponto focal transcendente – o ponto de Brahman –, por onde a alma (“Jiva”) entra no momento do nascimento e por onde sai no momento da morte, mas que permanece fechado em todos os períodos da vida. Seu plexo relativo é o cérebro. A abertura desse chakra ocorre no momento da plena realização, quando se alcança a iluminação (“Samadhi”). Sua cor é violeta e o lótus possui mil pétalas abertas.
Simbolismo da coroa com o lótus de mil pétalas, no Sahasrara Chakra
Existem outros chakras de menor importância ao longo do corpo, e cada qual representa uma etapa evolutiva da humanidade. Os chakras visualizados pelos yogues durante a meditação mantêm sempre a mesma forma e a mesma posição; só a cor pode mudar (razão pela qual há diferentes atribuições cromáticas em suas representações e imagens segundo os vários autores).
Referências: A Luz do Yoga, B.K.S. Iyengar / Yoga – Manual Prático, Gabriella Al-Chamal

Mudras, os gestos simbólicos do yoga


Existe em nossas mãos uma energia muito forte e latente. Cada um dos nossos dedos representa um dos cinco elementos da natureza. Assim temos:

Polegar, representando o elemento Fogo

Indicador, o elemento Ar

Médio, o elemento Éter (o mais sutil de todos)

Anular, o elemento Terra

Dedinho (mindinho), elemento Água

No Yoga, os dedos formam diversos gestos simbólicos – denominados Hastha Mudras – que são usados como suportes para a prática de posturas, conduzindo a um estado meditativo. Da mesma forma, são empregados no auxílio de prevenção e tratamento de algumas doenças e sintomas psicofísicos.
Os gestos equilibram as correntes de energia dentro do nosso corpo. Não existe um número preciso de quantos são os mudras, mas sua prática também promove mudanças nos corpos físico e mental, desenvolvendo um processo curativo, o qual corresponderá às partes do corpo afetadas.
Para realizá-los, são empregadas ambas as mãos ao mesmo tempo com o mesmo gesto. Inicia-se com um tempo mínimo de 10 minutos, período que vai aumentando com a prática para se obter melhores resultados.
Conheça alguns mudras e suas influências:

GYAN MUDRA
Polegar e indicador unidos. Sua prática desenvolve paz mental, concentração. Ativa a memória e sentimentos espirituais. Cura a insônia e pensamentos dispersos. Dissipa tensão, depressão e sonolência.

APAN VAYU MUDRA
Dobra-se o dedo indicador na dobra do polegar. Este mudra regula as complicações do coração. Deve-se permanecer no mínimo 10 minutos.

PRAN  MUDRA
As pontas dos dedos mindinho e anular tocam a ponta do polegar. Os dedos indicador e médio para cima. Esse mudra é ilustrado no Cristianismo com a figura de Jesus Cristo fazendo o gesto como uma bênção. Energiza todo o corpo e traz vitalidade. Ajuda a melhorar a visão. Imprescindível para quem se sente cansado, nervoso ou fraco.
 
APAN MUDRA
O dedo médio e o anular se juntam com a ponta do polegar. O indicador e o dedinho apontam para cima. Atua sobre problemas de rins. É de grande ajuda em trabalho de parto.

LINGA MUDRA
Com as palmas juntas, entrelaçar os dedos deixando um polegar para cima à direita. O polegar direito tem que estar circundado pelo outro e o dedo indicador. Deixa o corpo resistente a resfriados, tosses e infecções do peito por gerar calor no corpo. Contribui para redução de peso corporal, porém deve ser praticado com restrições.

SHUNYA MUDRA
O dedo médio é trazido para o meio da palma da mão, com o polegar pressionando-o. Os outros dedos ficam apontados para cima. Este mudra atua diretamente sobre males dos ouvidos, garganta e nariz.

VARUNA MUDRA
A ponta do dedinho é tocada com a ponta do polegar. Os outros dedos apontam para cima. A prática regular garante um nível de água no corpo e cura a sonolência provocada por desidratação.

SURAHI  MUDRA
O dedinho de uma mão unido com o anular da outra e vice-versa. Da mesma forma, juntar o indicador de uma mão com o dedo médio da outra e vice-versa. Benéfico para inflamações e resfriados.
Fonte: Yoga positions and techniques: hand Yoga

Mantras, palavras de poder


Da vontade surge a palavra e da palavra surge todo o resto

“A fala dos homens não consegue chegar até os Deuses… Para falar com Eles, é preciso usar a linguagem que lhes é própria… E que é feita de sons, não de palavras… Essa linguagem, ou os encantamentos dos mantras, é o agente mais eficaz e a chave mais importante para abrir o canal de comunicação entre os mortais e os imortais.” Helena Blavatsky
Conta a história védica, transmitida durante milênios pela tradição oral anterior ao advento da escrita, de como surgiu o Cosmos. A criação começou com o Ser, um estado tão sublime e diferente de tudo o que podemos conceber e que só pode ser expresso em metáforas, alegorias e imagens. Uma das representações mais comuns desse estado de Ser é a divindade hindu Narayana, que flutua em um mar trevoso. Do plexo solar do Narayana adormecido nasce uma outra entidade, chamada Brahma.
Enquanto Narayana dorme e Brahma é gerado, o universo é concebido como uma ideia divina. Não manifesto, esse universo é vago e informe. Mas esse Ser passou a ser Mente, que é Brahma. Ela não é estática, porém dinâmica. Logo experimenta o Desejo que é sucedido pela Vontade. Ambos levam Brahma a invocar o poder Saraswati, que é a expressão divina da manifestação.
Saraswati é um princípio feminino. É “a Palavra” conforme a tradição védica. O processo de criação é então descrito através de imagens de uma breve narrativa:
Primeiro, Deus como Ser
Do Ser surge a Mente
Da Mente surge o Desejo
Do Desejo surge a Vontade
Da Vontade surge a Palavra
Da Palavra surge todo o resto
Ravi Shankar, o mestre contemporâneo da música clássica indiana, refere-se ao som do poder de Deus como Nada Brahma, o som divino que ressoa através do Universo e do corpo humano sutil que existe em todos nós. Ele segue dizendo que a música é uma disciplina espiritual que eleva o ser interior à paz e à bem aventurança divinas.
Mantra 
A palavra provém do sânscrito e tem muitas diferenças sutis de significado: instrumento da mente, linguagem divina e linguagem da fisiologia espiritual humana. O mantra possui em sua essência características que podem ajudar a curar os problemas que todos enfrentamos na vida.
O seu efeito sutil vai entrando nas células de maneira que o complexo feixe de nervos é submetido a um martelar constante, pelas vibrações do som divino. A prática pode influenciar diretamente a pessoa a sentir-se mais calma, tranquila e energizada. Pode atuar nas situações difíceis, ao lidar com doenças; ajudar a desenvolver mais paciência e perspectiva para simplesmente deixar que as coisas aconteçam.
Um mantra ajuda a realizar desejos e é uma ferramenta ativa e pacífica para enfrentar as situações que desejamos mudar.
 
Os  mantras como transformação de consciência
A consciência humana possui diferentes níveis e os estados de consciência estão distribuídos pelos corpos físico e histérico. Cada órgão é parte de um sistema com sua própria consciência, a qual lhe permite desempenhar sua função específica. Em nosso corpo sutil acontece da mesma forma.
Ao recitarmos um mantra, desencadeamos uma vibração poderosa que corresponde tanto a um nível específico de energia espiritual quanto a um estado de consciência em forma embrionária. Aos poucos, essa vibração do mantra começa a superar todas as vibrações menores que acabam sendo absorvidas pelo mantra. Por isso eles devem ser tratados com respeito.
 

Sons que provêm dos ChakrasCada uma das cinquenta letras do alfabeto sânscrito corresponde a uma das cinquenta pétalas dos seis chakras, da base da coluna à fonte. O mantra sânscrito transmite vibrações para as letras contidas nas palavras recitadas, as quais energizam a pétala e atraem a energia espiritual da atmosfera ao redor para a pessoa que o está recitando.
O mantra também energiza o Prana (energia cósmica) – quando recitado um mantra para que um órgão interno seja banhado de luz, o seu poder pode concentrar-se nesse órgão com poder de cura. O ato de visualizar funciona como intenção, foco e direcionamento da energia produzida pelo mantra.
 
Mantras mais conhecidos
OM SHANNTI OMOm é o som seminal do centro frontal, o lugar em que as energias masculina e feminina se encontram. Shanti significa paz em um sentido dinâmico. Este mantra dá energia inteiramente nova para a personalidade trabalhar em harmonia.
 
OM NAMA SHIVAYAA intenção do mantra é que cada um de nós devemos nos tornar perfeitos, cada um à sua própria maneira.
 
OM MANI PADME HUMEste é um mantra budista que significa: a joia da consciência está no coração do lótus.
 
OM ASATOMA SAD GAMAYA
TAMASOMA JYOTHIR GAMAYA
MRITYORMA UMRITAM GAMAYA
OM SHANTI, SHANTI, SHANTIHI
Ou, “Conduza-nos do irreal para o real, das trevas para a Luz, da morte para a imortalidade, Om paz, paz, paz”.
 
Fontes: Palabras de Poder – Mantras, Dr. Kailash Vajpeyi, e Mantras que Curam, Thomas Ashley Farrand
Namaste, amados!!!

O poder dos Mantras



Podemos não definir exatamente o que a energia da paz e o seu poder sejam, mas intuitivamente todos nós sabemos que necessitamos dela. Afinal, quem não quer sentir paz e comunhão com o mundo à sua volta?

A nossa mente inquieta e perturbada pelos afazeres do cotidiano nos impede de simplesmente relaxar e sentir bem-estar onde quer que estejamos.

Estamos cansados de sentir o peso de nossas preocupações, dúvidas e angústias. Queremos sentir a leveza de uma mente saudável!
Para tanto, precisamos nos deixar tocar pela força da energia positiva sutil, pois ela age como um bálsamo curativo sobre nossa mente cansada.

Podemos nos nutrir de energia espiritual por meio dos mantras: na qualidade energética dos sons sagrados. Na meditação budista, trabalhamos mais com sons e imagens do que com o conceito das palavras. É que as palavras estimulam a mente conceitual e os sons e as imagens tocam a mente. Assim como Lama Gangchen costuma nos dizer: Nossa mente é muito `dura´. Por isso ela precisa ser massageada com os mantras, para dissolver a sua rigidez e os seus bloqueios.

A palavra sânscrita mantra é formada de duas sílabas: MAN que significa mente, e TRA, proteger. O seu significado é, portanto, proteger a mente.

O poder sutil das palavras recitadas num mantra é uma qualidade abstrata que só pode ser observada por meio de seus efeitos. Neste sentido, o mantra age como que num plano secreto, pois seu poder está além das imagens e das palavras.

A força secreta do mantra depende de algumas condições. Como por exemplo, se o praticante recebeu ou não atransmissão oral deste mantra por um mestre que tenha realizado o poder sutil do mesmo.

Na tradição budista tibetana, a transmissão oral é muito importante. Pois é por meio dela que o praticante irá receber atransferência de poder para praticar o mantra. Isto é, o mestre irá ativar a força secreta do mantra para o discípulo poder praticá-lo.

Assim como explica Lama Gangchen Rinpoche em seu livro Autocura Tântrica III (Ed. Gaia): Quando usamos o termo 'secreto' não queremos dizer que as palavras, melodias ou explicações sejam secretas. Todos os tibetanos podem ir a uma livraria e comprar livros sobre todos os assuntos mais incríveis e secretos do Tantra tibetano. 'Secreto' significa que é necessária uma transmissão de coração para coração para que as instruções funcionem. A experiência interna que cada um tem é secreta, pois é uma experiência meditativa, e quando nos dirigimos às pessoas que não a tiveram, podemos apenas sugeri-la por meio de palavras. ’Secreto‘ significa que a mente não tem forma e que, portanto, é muito difícil expor uma experiência mental. Tradicionalmente, todos os meditadores tântricos mantinham secretos os resultados de suas práticas, contando-os apenas aos seus melhores amigos, para assim guardar sua energia interna. Como resultado, tudo que eles desejavam fazer com a mente (desenvolver a compaixão, a experiência da vacuidade ou a Iluminação) sempre dava certo. Esse é o motivo por que aconteciam tantos milagres e experiências especiais no início das linhagens tântricas: os meditadores sabiam muito bem como cuidar de sua preciosa energia mental interna.

A força do poder de cura de um mantra depende também da clareza de intenções daquele que o recita. A qualidade da motivação de quem recita um mantra revela seu desenvolvimento espiritual.

Uma pessoa pode recitar mantras para adquirir bens materiais e poder pessoal. No entanto, sua força será muito maior quando ela o recitar para desenvolver compaixão e amor, porque esta é a força original do mantra. Desta forma, ele estará em sintonia com a força secreta do mantra.

Durante séculos, os mantras têm sido usados na prática espiritual para enfocar e transformar a energia sutil.

As energias curativas despertadas pelo som do mantra são inerentes à psique. Na tradição budista, estas forças positivas são caracterizadas como divindades: manifestações de uma força transformadora que se encontra em nossa mente.

Um mantra que gosto muito de recitar é o mantra de Tara Verde: OM TARE TUTARE TURE SOHA
Em tibetano, Tara é conhecida como Drolma, a Salvadora, pois ela é a manifestação da energia feminina da mente iluminada: a sabedoria.

Tara Verde é a energia feminina da intuição, da criação. Ao desenvolver essa energia dentro de nós, teremos mais vitalidade e disposição para realizar nossos projetos de vida, pois Tara elimina os obstáculos mentais criados pelo medo e pela preguiça. A energia de Tara nos ajuda a colocar velozmente as idéias em ação.

Uma idéia não colocada em prática é apenas um pensamento. Quando colocamos nossas idéias em ação, damos vida e energia para os nossos pensamentos.

Recitar o seu mantra nos ajuda a eliminar as interferências internas como medo e ressentimento. Traz proteção, fé e coragem.

OM significa os sagrados corpo, fala e mente de Tara.
TARE Aquela que liberta do sofrimento verdadeiro.
TUTTARE que elimina todos os medos.
TURE que concede todo o sucesso.
SOHA significa possa o significado do mantra enraizar-se em minha mente.

A prática de recitar mantras é especialmente valiosa nos dias de hoje, porque é simples e direta. Tudo o que precisamos fazer é relaxar o máximo possível enquanto repetimos ritmicamente as sílabas do mantra, em voz alta ou silenciosamente.

Meditação simplificada da divindade Tara Verde
Inicialmente, foque seu problema e peça clareza à Tara Verde. Peça para que você e todos os seres reconheçam a natureza verdadeira de si mesmos, e que o sofrimento do medo se extinga.

Visualize, então, Tara Verde sendo manifestada por uma forte luz Verde Esmeralda, logo à sua frente, enquanto recita o mantra de Tara Verde: OM TARE TUTTARE TURE SOHA. Você pode cantá-lo ou recitá-lo.

Conforme você se concentra em seus pedidos à Tara Verde, visualize a luz à sua frente se intensificando, penetrando no topo de sua cabeça e preenchendo seu corpo de luz verde, purificando suas dúvidas e medos, realizando seus pedidos.

Quando se sentir calmo e seguro, visualize esta forte luz verde, a manifestação da energia de Tara Verde, descendo agora pelo topo de sua cabeça, passando pela garganta, até fundir-se no interior de seu coração. Assim, a sua mente e a de Tara Verde estão em união. Permaneça nesse estado o tempo que puder, cultive o sentimento de confiança de que sua meditação foi realizada com sucesso.

Então, para finalizar, dedique essa energia à longa vida de seu mestre e a todos os que necessitam da energia positiva que você acumulou por meio
de sua motivação e concentração ao fazer esta meditação.

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SABEMOS SOBRE OS UNIVERSOS, TANTO QUANTO OS MICRÓBIOS SABEM SOBRE AS GALÁXIAS !!!