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Palavras ditas por Buda (Gautama), há mais de 2500 anos... E ainda hoje são atitudes que precisamos tanto ouvir!! Não acredite em tudo sem analisar!!

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sábado, 10 de julho de 2010

Gratidão, amor - A estória do Rouxinol

Compartilho desse conto com vocês amados! Esse conto é o verdadeiro exemplo de amor gratuito!! Acabei de o ler e me emocionei tamanha profundidade de ensinamento sutil.

Ninguém pode dar aquilo que não têm: Tenho e dôo amor e, não consigo me ver diferente disso.
Óbvio que tudo têm um preço.
Outro dia me questionavam que quem muito conhece, mais lhe será cobrado como a me penitenciar e respondi da seguinte forma: (...) "Exato! "quanto maior o conhecimento, mais lhe será cobrado" ... Prefiro ser cobrada espiritualmente, fisicamente, emocionalmente, do que ser vazia e não ter nada a oferecer de mim para o próximo! Tudo têm um preço, amado amigo!!! Covardia não se enquadra em meu perfil! Prefiro ser cobrada do que ter passado por essa existência de forma ociosa apenas "tocando os dias" e não tendo nada de útil à oferecer ao meu semelhante. Pois enquanto eu entendo algo, e encontro pelo caminho um irmão que precisa "daquele conhecimento" que sei: Observo esse irmão e até o "conhecimento" para saber como devo passar meu "conhecimento" de forma que ele possa entender, se faz preciso!!! Conhecer é tudo. Primeiro conheça-te a tí mesmo, depois tome o conhecimento de todas as demais coisas e divulgue. O maior mestre é vc nos domínios de sí mesmo!!!!" (...)

Ninguém pode dar aquilo que não têm!! Quem têm amor, doa amor, Geralmente sofremos muito por deixar a nossa essência divina nos guiar; É sofrível sim sermos um canal aberto e estarmos sujeitos à muitos "tapas" vindas de sentimentos e coisas erradas que assolam nosso lindo planetinha azul onde existem irmãos que se mantém numa faixa vibratória de oportunismo, egos não trabalhados e etc de sentimentos e atitudes não legais!
Porém ainda quero acreditar que, se cada um doar aquilo que tiver de melhor e positivo em sí, fará um diferencial luminoso, com certeza!

Vamos ao conto e analisemos de forma profunda o amor Crístico: Gratuito e incondicional: Nosso legado do Grande Mestre Jesus Cristo ao nos mostrar a importância do primeiro mandamento: "Amar o próximo como a tí mesmo" .
Todos sabem que sou espiritualista e não prego "religião", Essa bandeira de amor e doação está em meu Ser!

Era uma vez, um Rouxinol que vivia em um jardim. No jardim havia uma casa, cuja janela se abria todas as manhãs. Na janela, um jovem, comia pão, olhando as belezas do jardim. Sempre deixava cair farelos de pão, sobre a janela. O Rouxinol, comia os farelos, acreditando que o jovem os deixava de propósito para ele. Assim criou um grande afeto, pelo jovem que se importava em alimentá-lo, mesmo com migalhas.

O jovem um dia se apaixonou. Ao se declarar a sua amada, ela disse que só aceitaria seu amor, se como prova, ele desse a ela, na manhã seguinte, uma rosa vermelha. O jovem, percorreu todas as floriculturas da cidade, sua busca foi em vão, não encontrou nenhuma rosa vermelha para ofertar a sua amada.

Triste, desolado, o jovem foi falar com o jardineiro da casa onde vivia. O jardineiro explicou a ele, que poderia presenteá-la com Petúnias, Violetas, Cravos, menos Rosas. Elas estavam fora de época, era impossível conseguí-las, naquela estação.

O Rouxinol, que escutara a conversa, ficou penalizado pela desolação do jovem, teria que fazer algo para ajudar seu amigo, a conseguir a flor. Assim, a ave procurou o Deus dos pássaros que assim falou: - Na verdade, você pode conseguir uma Rosa Vermelha para teu amigo, mas o sacrifício é grande, e pode custar-lhe a vida! - Não importa respondeu a ave. O que devo fazer? - Bem, você terá que se emaranhar em uma roseira, e ali cantar a noite toda, sem parar, o esforço é muito grande, seu peito pode não agüentar. - Assim farei, respondeu a ave, é para a felicidade de um amigo!

Quando escureceu, o Rouxinol, se emaranhou em meio a uma roseira, que ficava frente a janela do jovem. Ali, se pôs a cantar, seu canto mais alegre, precisava caprichar na formação da flor.

Um grande espinho, começou a entrar no peito do Rouxinol, quanto mais ele cantava, mais o espinho entrava em seu peito.

O rouxinol não parou, continuou seu canto, pela felicidade de um amigo, um canto que simbolizava gratidão, amizade. Um canto de doação, mesmo que fosse da própria vida!

Do peito da pobre ave, começou a escorrer sangue, que foi se acumulando sobre o galho da roseira, mas ela não se deteve nem se entristeceu.

Pela manhã, ao abrir a janela, o jovem se deteve diante da mais linda Rosa vermelha, formada pelo sangue da ave, nem questionou o milagre, apenas colheu a Rosa.

Ao olhar o corpo inerte da pobre ave, o jovem disse: - Que ave estúpida! Tendo tantas árvores para cantar, foi se enfiar justamente em meio a roseira que tem espinhos...


Cada um, dá o que tem no coração, cada um recebe com o coração que tem..... desejo a vc um lindo e maravilhoso dia e um fds repleto de realizações em sua vida, que a paz e a luz venha a brilhar cada vez mais em sua vida e em sua familia bjs. 

Conhecendo a APOMETRIA

(Capa do CD Apometria - Criação Dalton)


Compartilho com todos o artigo sobre Apometria que consta no CD Apometria de Danton Campos Roque


INTRODUÇÃO

A Apometria consiste em conjunto de técnicas, conhecimentos e procedimentos de desobsessão, tratamento bioenergético e espiritual ainda em estágio incipiente no plano físico, a suscitar muitas dúvidas, especulações e controvérsias no meio espírita, umbandista e espiritualista.
Merecedora de tratados e pesquisas científicas de longo prazo, a Apometria, neste artigo, receberá uma visão geral, delineada em breves linhas, sem a pretensão de esgotar o assunto, mas de expor, de modo sucinto e didático, os frutos das vivências e reflexões do autor, colhidas de suas experiências fora do corpo físico, de sua atividade mediúnica e das suas pesquisas de temáticas conscienciais.

O QUE É?

O termo se origina do grego apo (além de) e metron (medida). Em interpretação literal, significa "sem medida" ou "além da medida". Apometria é um procedimento/técnica/método utilizado por meio das bioenergias de pessoa ou grupo, para "descoincidir" os corpos sutis (propiciar a descoincidência dos mesmos), principalmente do psicossoma (corpo astral ou perispírito) do paciente (encarnado), a fim de tratá-lo com maior eficiência. (Depois discutiremos a questão da saída completa ou não do psicossoma.)

Trata-se de técnica grupal de atendimento espiritual, com abordagem "multidimensional" (em verdade, multidensional ), multissecular, multi-existencial, bioenergética e espiritual. Constitui o conjunto de princípios e técnicas de tratamento espiritual baseado no trabalho de equipe (encarnado(s) e desencarnados), para a dissociação dos múltiplos corpos (do holossoma: corpo físico, astral e mental) e níveis conscienciais do ser humano.

Por ser, ainda, de recente conhecimento nesta etapa histórica da humanidade terrestre, não há consenso nos conceitos, nos vocábulos e na semântica empregadas.
Por isso, pedimos aos leitores, aos apômetras e pesquisadores que não sejam escravos da terminologia. Enfoquem as ideias.

Também não há consenso e sim variedade na técnica, nos campos de proteção e na sequência de procedimentos empregados.

É impossível, portanto, avaliar a Apometria como prática homogênea e padronizada.
Desprovida de regras gerais fixas e da intenção de ser panaceia universal para o tratamento das patologias humanas, a Apometria (como a Medicina convencional e outros ramos do saber humano) apresenta sua própria cota de vantagens e limitações.

QUANDO E COMO SURGIU?

Segundo a obra Espírito e Matéria, de autoria do médico José Lacerda de Azevedo, a Apometria surgiu no Hospital Espírita de Porto Alegre em 1965, por meio de Luiz Rodrigues, farmacêutico-bioquímico e não-espírita, natural de Porto Rico, mas radicado no Rio de Janeiro.
Rodrigues chamou a técnica de Hipnometria, termo considerado impróprio por Lacerda, que o substituiu por Apometria e a introduziu em centros espíritas.
Sem militância espírita, L. Rodrigues não almejava disseminá-la no movimento espírita, mas utilizá-la na Medicina.

DO QUE TRATA?

A Apometria trata das personalidades (egos) de vidas passadas e da vida atual chamada de subpersonalidades ou níveis conscienciais.
Reaviva algumas memórias e oculta outras.
Desfaz trabalhos de magia, trata e encaminha espíritos obsessores, esclarece auto-obsessões e limpa energias densas diversas. Retira aparelhos extrafísicos (paratecnologia negativa: chips e aparelhos mecânicos).

Faz o tratamento e o recolhimento fraterno de bolsões de espíritos que se rendem espontaneamente, sob diálogo, doutrinação e/ou evangelização.
Faz a retirada ou até mesmo a expulsão (quando absolutamente necessária) e até a captura (como aqui no plano físico fazemos com bandidos ) de espíritos recalcitrantes e destrutivos.
É uma desobsessão mais profunda, abrangente, eficiente e objetiva, claramente mais eficaz que os métodos convencionais já conhecidos: evangelização, passes, doutrinações e/ou desobsessões puras (em separado) ou somente orações (nesse sentido, vide artigo anterior, A Importância das Bioenergias, publicado na Revista Cristã do Espiritismo).
É passível de promover, também, as tão almejadas "curas" físicas, além das curas espirituais e psíquicas (esta última com ressalvas).

DO QUE NÃO TRATA?

A Apometria não se aplica a questões psicológicas e/ou psiquiátricas cuja causa primeira não seja uma interferência obsessiva.
Não é remédio para sanar dificuldades de relacionamento, pendências financeiras, desilusões amorosas, crises existenciais e conflitos humanos em geral.
As adversidades e os desafios da vida em sociedade não são resolvidos pela Apometria e técnicas similares, mas pela força de vontade individual e coletiva de sobrepujar as limitações internas (íntimas) e externas (do ambiente ao redor de si).
Por si só, a Apometria não melhora o discernimento, a lucidez, a intelectualidade e a evolução humanas.
Não se terceiriza a autocura. Toda cura é, em essência, uma autocura. Quem efetua, de fato, a reforma íntima (reciclagem intraconsciencial) se cura sozinho, com a ajuda ou não alheia.

QUAIS AS ESPÉCIES DE APOMETRIA?

Na atualidade, a Apometria se foca nos sistemas de atendimento de Centro Espírita e de Consultório Terapêutico.
Teremos de esperar o advento de mais obras e mais práticas sobre a Apometria, para que possamos obter o consenso sobre ela, baseado nos princípios da universalidade tão bem delineados na Codificação de Allan Kardec, pautada pela estatística dos fatos.
Em nossos estudos, costumamos chamar a de Centro Espírita de Apometria de Grupo e a Terapêutica (de consultório). Trata-se de classificação de cunho meramente didático não divergência nestes sistemas. Ambas tem efeitos terapêuticos, diretos e indiretos. Em vez de consistirem em escolas concorrentes entre si, suas contribuições à Apometria são complementares e igualmente respeitáveis.

Embora rechaçados por ortodoxos adeptos do lema "não vi, não gostei",a Apometria é legado de espíritas idôneos e competentes em seus propósitos assistenciais.
A Apometria, por ter eclodido dentro do movimento espírita pátrio, reflete as características (valores, crenças, condicionamentos, mentalidade, posturas e "dogmas") próprios da média dos espíritas brasileiros.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE A APOMETRIA DE GRUPO E A APOMETRIA TERAPÊUTICA?

A "Apometria de Grupo" foi levada para os Centros Espíritas e trás consigo mais características desta religião. A "Apometria Terapêutica" foi levada para os consultórios e foi e é estudada com mais rigor e profissionalismo (visão clínica).

A Apometria de Grupo necessita de ao menos três pessoas: um dirigente (de preferência sensitivo) e dois médiuns de incorporação (também tratados como médiuns de "passagem") como agentes do atendimento. Mas geralmente ainda possuem um escrevente e médiuns de suporte o que melhora a eficácia do atendimento sob o ângulo da doação de bioenergias densas (ectoplasma). A Apometria Terapêutica pode ser efetuada por um ou mais terapeutas (não obrigatório, mas de preferência sensitivos). Então observamos que modifica a equipe, o ambiente e a abordagem ao tratar o paciente de uma para outra. Cada uma tem suas vantagens e desvantagens.

A primeira é mais eficiente nos processos espirituais, a segunda é mais eficiente nos processos terapêuticos, pois o paciente pode receber acompanhamento após a consulta inicial e não se sente desamparado. Por outro lado, a segunda, por conter apenas um ou dois encarnados tratando o paciente, não dispõe de equipe suficiente para doação de ectoplasma e fazer limpezas pesadas, o que também é relativo e depende do potencial bioenergético e consciencial deste(s) terapeuta(s). Vide comparação respectiva a seguir:

A Apometria de Grupo:

1. Expõe a intimidade do paciente a muitas pessoas;
2. Por serem, em regra, apômetras sem formação terapêutica, falta o profissionalismo clínico;
3. É gratuita (acessível a pessoas com baixa ou nenhuma renda);
4. Excesso de tempo dispendido em filas, às vezes sem necessidade, quando a Apometria não é o tratamento recomendável ao caso;
5. Restringe o atendimento a quem é espírita ou simpatizante;
6. O paciente sai à própria sorte, sem acompanhamento posterior;
7. Limita o atendimento à Apometria sem implementar outras técnicas;
8. Faz limpeza bioenergética e espiritual abrangente e profunda, devido à maior quantidade de ectoplasma cedido pelo médium;
9. Permite a presença e o aprendizado de pesquisadores;
10. Não funciona sem amor.

A Apometria Terapêutica:

1. Preserva a intimidade do paciente, na medida em que a expõe apenas ao terapeuta;
2. Por serem profissionais clínicos, há profissionalismo;
3. É cobrada;
4. Dia e hora agendados, não há filas;
5. Abre possibilidades de pessoas que não gostam do espiritismo serem atendidas;
6. O paciente pode solicitar acompanhamento, se assim desejar;
7. Expande o atendimento a sistemas que a Apometria não contempla, tais como: Terapia de Vidas Passadas, Terapia Regressiva, Hipnose, Terapia Fractal, Psicoterapia e Transpessoal, a depender da formação do terapeuta;
8. Faz limpeza bioenergética e espiritual limitada e superficial, devido à menor quantidade de ectoplasma cedido pelo terapeuta (relativo ao potencial bioenergético do(s) terapeuta(s));
9. Não permite a presença e o aprendizado de terceiros;
10. Não funciona sem amor .

A APOMETRIA E A GRATUIDADE

Apesar da Apometria de Consultório ser criticada por apômetras favoráveis à gratuidade e ao voluntariado, o contraste entre suas vantagens e desvantagens demonstra que a Apometria de Consultório tem relevante função social, sobretudo pela qualidade do serviço prestado e por alcançar público amplo, inclusive quem não frequenta centros espíritas e possui formação religiosa diferente.

Tal como ocorre na prestação de serviço por profissionais liberais do campo da Saúde, da Educação, do Desporto e do Direito, o fato da Apometria de Consultório ser uma atividade remunerada não impede de ser realizada de forma amorosa, cosmoética e criteriosa. A Apometria não é de exclusividade Espírita.

Ao mesmo tempo que a assistência gratuita, baseada no voluntariado e na caridade, atinge público que não possui condições financeiras para custear um serviço remunerado, a assistência onerosa incentiva o consumidor a assumir consigo mesmo o compromisso de levar a sério o serviço que contratou e incentiva escolhas conscientes por essa espécie de tratamento.

O QUE É A APOMETRIA CÓSMICA?

A locução Apometria Cósmica é menos uma questão de conteúdo diferenciado e mais uma questão de marketing, a fim de ampliar o público consumidor, transmitindo a falácia de que se trata de uma Apometria melhor e superior à convencional.

Associa-se à Apometria Cósmica a proposta comercial de conquistar pessoas ingênuas e incautas, vulneráveis aos modismos patológicos da New Age e seduzidas pela expectativa de que, por meio da Apometria Cósmica, serão atendidos diretamente por Arcanjos, Mestres Ascensos, Conselho Cármico ou Conselho Estelar, com acesso "às incontáveis realidades multidimensionais, vidas passadas, realidades paralelas onde haja bloqueios emocionais, psicológicos, mentais e físicos". Aqui percebe-se franca panacéia universal.

Os praticantes da Apometria Cósmica desconhecem três leis cósmicas elementares:

(1) Semelhante atrai semelhante. O nível evolutivo dos nossos amparadores extrafísicos é proporcional ao nosso nível evolutivo. O nível evolutivo do terapeuta se reflete na qualidade do amparo extrafísico que recebe;

(2) Hierarquia espiritual. Os espíritos mais evoluídos do Planeta atuam em nível macro. Não há razão para contratar um professor universitário pós-doutorado para lecionar no jardim da infância, ou seja, o arcanjo e o conselho kármico não "baixam" para tratar em ego medíocre no meio da multidão de alguém preso a um planeta hospital-escola na beira da galáxia.

(3) Mérito. Não basta demonstrar boa intenção de servir ao próximo. É preciso obter o mérito, isto é, mostra-se imprescindível já ter desenvolvido as aptidões e características morais, psicológicas, técnicas e cosmoéticas para exercer bem determinada atividade.

A APOMETRIA, A MODA E O PODER

"Não sei bem o que é esta tal de Apometria, mas vou experimentar para ver se melhoro de vida."

A Apometria está cada vez mais em voga entre os espiritualistas e curiosos entusiasmados pelos modismos do momento e pela expectativa de obter a cura sem esforço.
Corre-se o risco da Apometria se tornar apometrismo, a panacéia universal que cura tudo, o atendimento apométrico em escala industrial, mecanizado e direcionado as massas levianas. Logo as cartomantes da praça anunciarão: "Apometria de banquinho - trago seu amor de volta em 7 dias."

Convém às casas de atendimento e os terapeutas, além de efetuarem o pré-atendimento aos pacientes, com o propósito de filtrar os excessos e evitar as filas, desenvolverem trabalhos de esclarecimento ao público, a fim de prevenir a desinformação e salientar que não existe técnica baseada na preguiça nem paz interior sem reforma íntima, estudo, esforço, sacrifício, abnegação e renúncia.

Cabe aos apômetras analisarem a própria conduta, verificar se não estão trocando a ênfase na qualidade do atendimento pela satisfação íntima de ver a fila aumentar e o ego crescer, assim como terem a cautela de não deixar de lado o atendimento fraterno, a evangelização e a desobsessão convencionais, os quais devem ser conjugados com as técnicas apométricas, nunca abandonados.

A técnica não substitui a reforma íntima. A tecnologia não preenche o vazio existencial da falta de auto-realização, autoconhecimento e postura amorosa. A mera boa vontade não compensa a falta de discernimento, de estudo e de meditação.

Busquemos a síntese criativa, ampla e ponderada. Cure-se para curar seu semelhante. Ame-se para amar a outrem. Motive-se para motivar o próximo. Domine as técnicas e, em paralelo, trilhe os caminhos do coração e da sabedoria. Seja fraterno e afetuoso, sem descuidar da aquisição do conhecimento e da sua capacitação. Não há técnica que supere o amor. Não há boa vontade e amor que dispense o aprendizado. Os caminhos do autoconhecimento são árduos. Reavalie a si mesmo e o seu grupo. A exemplo das demais atividades de assistência ao próximo, para a prática da Apometria não basta a técnica: é preciso o amor.

Com vistas a democratizar o conhecimento e facilitar o acesso aos serviços apométricos pela população, recomenda-se que os grupos apométricos experientes, de modo criterioso, auxiliem centros, instituições e pesquisadores independentes a desenvolverem atividades e pesquisas no campo da Apometria. Quando na presença de observadores e aprendizes, o espaço da sala de atendimento deve ser adaptado, para não prejudicar o atendimento.
Ensinar é servir. A abertura (sempre criteriosa) é necessária para a multiplicação dos pães conscienciais. Não podemos semear todos os jardins. Na medida do possível, doemos sementes a quem delas precisa (às vezes, mais do que nós).

A APOMETRIA-CIÊNCIA E A FÍSICA QUÂNTICA

Quando o desenvolvimento científico-tecnológico e a ampliação dos horizontes conscienciais da humanidade permitir, a Física Quântica concretizará o potencial de estabelecer o fundamento científico não apenas para a Apometria, como também para tantas teorias verdadeiras, ainda vítimas de rótulos místicos. Por ora, resta a nós auxiliarmos a Apometria a ser praticada de maneira cosmoética, com perícia, conduta fraterna e moderação.

Portanto, não há ainda alguma relação da Mecânica Quântica nem com Apometria e nem com espiritualidade. Suscita chutes de leigos que não as entendem (a ciência e a espiritualidade) e no máximo associação de idéias a nível de hipótese, que em termos acadêmicos é o rascunho de uma idéia que antecede as teorias e testes.

A APOMETRIA E AS INTERPRETAÇÕES SEMÂNTICAS DO QUE É DESDOBRAMENTO

Ao dobrar uma folha de papel, ela diminui sua extensão. Ao desdobrá-la, aumenta de extensão, como se tivesse sido duplicada. O termo desdobramento tem sido usado nos meios espíritas e apométricos como sinônimo de viagem astral, projeção da consciência, experiências fora do corpo ou, como prefere Allan Kardec, emancipação da alma, fenômeno pesquisado analisado em O Livro dos Espíritos (Capítulo VIII, Questões 400 a 424), do qual colhemos a seguinte passagem:

"407. É necessário o sono completo para a emancipação do Espírito?
"Não; basta que os sentidos entrem em torpor para que o Espírito recobre a sua liberdade. Para se emancipar, ele se aproveita de todos os instantes de trégua que o corpo lhe concede. Desde que haja prostração das forças vitais, o Espírito se desprende, tornando-se tanto mais livre, quanto mais fraco for o corpo." Assim se explica que imagens idênticas às que vemos, em sonho," [...]

Sublinhamos os termos prostração e torpor invocados por Kardec na supracitada Questão 407. Entendemos que o indivíduo que se projeta do corpo físico não pode estar atento, gerando ondas mentais Beta (13 a 30 Hz), como quem dirige um carro ou caminha. Nem mesmo as ondas Alfa (8 a 13 Hz) - de relaxamento e calma - são suficientes para uma saída completa do psicossoma. Considero eventuais exceções.

No item 5 da Parte I do excelente livro Espírito e Matéria: novos horizontes para a Medicina, de José Lacerda de Azevedo (7. ed. Porto Alegre: VEC, 2002, p. 36), destaca-se:
"5 - Fenômenos de desdobramento
Sob determinadas circunstâncias, artificiais ou naturais, pode o corpo astral separar-se do corpo físico, levando com ele todos os outros envoltórios e o próprio espírito. Normalmente, isso acontece durante o sono, quando o indivíduo perde a consciência e as funções vitais são rebaixadas ao mínimo indispensável às trocas metabólicas."

Ressalto este fragmento: "perde a consciência" e as "funções vitais são rebaixadas ao mínimo". Lacerda corrobora que, sob estado de atenção (ondas Beta), não é possível (ou quase impossível) sairmos do corpo. Quem perde a consciência e tem funções vitais rebaixadas não pode estar conversando como os médiuns o fazem a mesa. Continua: "Muitos sensitivos podem se ausentar do corpo com certa facilidade, em transe espontâneo." O termo transe é em sentido relativo. Não significa desligamento total da atenção e abrange vários tipos e graus de estados alterados de consciência. Convém citar, ainda, o Capítulo VI da mesma obra (intitulado Leis da Apometria), p. 109:

"Primeira Lei: LEI DO DESDOBRAMENTO ESPIRITUAL (Lei básica da Apometria)
- Enunciado:
Toda vez que, em situação experimental ou normal, dermos uma ordem de comando a qualquer criatura humana, visando à separação de seu corpo espiritual - corpo astral - de seu corpo físico, e, ao mesmo tempo, projetarmos sobre ela pulsos energéticos através de uma contagem lenta, dar-se-á o desdobramento completo dessa criatura, conservando ela sua consciência". [...]

Ao que me parece, existe uma diferença de interpretação semântica entre a aplicação do termo "desdobramento" no meio apométrico e no meio projetivo (pessoas que praticam a Viagem Astral). O respeitável Dr. Lacerda realmente acreditava que havia o deslocamento espacial e multidensional (rótulo nosso em substituição a multidimensional) do psicossoma (corpo astral ou perispírito), o que ficou claro nas citações anteriores. Em adendo às palavras do ilustre médico gaúcho, lembremos Kardec, ao revelar que, diante da "emancipação da alma", o ser entra em estado de torpor, segundo suas próprias palavras.

Já o projetor extrafísico (viajante astral ou projetor consciente, segundo o vocabulário desse meio), pode afirmar que se desdobrou durante a noite e foi fazer assistência espiritual no umbral, permanecendo, do ponto de vista prático, totalmente correto. Neste caso, houve o deslocamento tanto espacial quanto multidensional de seu psicossoma (perispírito ou corpo astral).

No meio projetivo, a palavra desdobramento alude ao fenômeno da saída total do corpo astral (espacial). Como a maioria dos apômetras veio do meio espírita (em que se concentra no estudo mediúnico e não nas experiências fora do corpo físico), parcela expressiva acredita que o "desdobramento apométrico" é sinônimo de "desdobramento espiritual", assim como pensava o Dr. Lacerda.

A nosso juízo, nas seções de Apometria, ocorre o desdobramento das percepções do médium e não a projeção do psicossoma (desdobramento propriamente dito), que, conforme explicamos antes e ora repetimos, não é possível por questões fisiológicas. Somos endossados pelo Codificação Kardequiana (nas citações atrás reproduzidas) e também no livro Jardim dos Orixás (Limeira: 2004, Editora do Conhecimento, p. 198), obra de Ramatís (espírito) e Norberto Peixoto (médium). Repetimos o breve trecho no qual Ramatís responde: "O desdobramento do corpo astral durante o sono físico difere dos provocados na Apometria, embora as suas 'funções' permaneçam as mesmas. Quando o corpo astral se desdobra com a indução magnética realizada pelas contagens de pulsos na dinâmica apométrica, o sensitivo não entra num estado letárgico como o é atingido no período em que dormis [...]"

Se não entra no estado de sono normal, como poderá sair do corpo integralmente, com o psicossoma projetado? Dessa forma, a meu ver, o que se projeta não é o psicossoma (ao contrário do que acreditam os apômetras), mas um leque de percepções do médium (talvez seus chacras principais ou quem sabe alguma camada sutil do psicossoma ou ainda talvez uma holografia bioenergética do mesmo).

O médium "desdobrado" na Apometria se sente deslocado em 3D, ao vivo e a cores, caminhando, volitando e interagindo com o ambiente astral ao redor ou no local físico distante, onde se encontra trabalhando, como se estivesse lá integralmente projetado. Como isso é possível se o médium não está de corpo astral? Como pode ser detido por entidades malévolas à distância, se não está de corpo astral?

Similar questionamento há de se fazer em relação ao paciente tratado pela Apometria. É dispensado da sala de tratamento e provavelmente voltará para casa dirigindo seu carro no meio do trânsito perigoso. Vários chips serão retirados de seu corpo astral. Como, se o estado de atenção do motorista é altíssimo ao dirigir? Pode o corpo astral do paciente estar fora do corpo físico se dirige em grau máximo de atenção?

Especulamos uma hipótese em resposta a essas perguntas: é efetivada uma sintonia fina com o corpo astral do paciente (que permanece encaixado em seu corpo físico, porém levemente descoincidido), que também sofre uma construção holográfica dentro da sala de tratamento de Apometria, bem como entre os médiuns assistentes. Fenômeno semelhante ocorre ao médium "desdobrado". Estamos de mente aberta, no aguardo de uma eventual teoria melhor. Nada aqui é conclusivo.

Não cremos que haja a saída integral (como se acredita) do psicossoma, seja dos médiuns apômetras, seja do paciente tratado à distância ou de perto. De todo modo, a questão merece mais estudo e ponderação por parte de todos os apômetras e demais estudiosos do assunto.

A APOMETRIA E OS CORPOS SUTIS

A Apometria jamais será entendida do ponto de vista espacial. Deve ser analisada do ponto de vista consciencial. Na ótica das EFCs (experiências fora do corpo), compreende-se com facilidade a ideia de "estar fora" e de "estar dentro" do corpo físico. Na ótica da mediunidade, um espírito e um encarnado projetado (posto para fora do corpo físico) se manifestam por intermédio de seu perispírito (psicossoma) e podem se acoplar a um médium para interagir de alguma forma. Não existe entrada ou interpenetração do corpo espiritual sutil ao corpo físico do médium, mas tão-somente uma interfusão intensa de suas auras, com intimidade (sintonia) em seus chacras.

Do ponto de vista do Budismo e da Teosofia, os veículos de manifestação da consciência (holossoma) são divididos em sete. Já na ótica do espiritualismo, do espiritismo heterodoxo e da Conscienciologia (entre outras linhas de pensamento mais novas), há apenas três veículos (os corpos fisico, astral e mental), sendo o energético (duplo etérico ou energossoma) apenas um invólucro que não contém a consciência.

Em verdade, não existe um número determinado de veículos de manifestação da consciência. É como contar o número de cores de um gradiente linear que tende ao infinito. Os veículos do holossoma recebem rótulos unicamente para fins didáticos. Em planos (também denominados "dimensões" ou "densidades") mais sutis as leis da Física são diferentes. À exceção do corpo físico, os veículos de manifestação da consciência não são deixados em "cemitérios" astrais: ao contrário do que se apregoa na atualidade, os chamados cascões astrais não existem e o corpo astral vai se sutilizando, sem descarte ou "morte".

A Física Quântica comprova o paradoxo de que a matéria não existe. Existe tão-só o campo. Toda "realidade" é um campo de informação ou de consciência. Por consequência, a Física Quântica desconstrói o tradicional conceito linear de tempo-espaço, "dentro" e "fora", "cima" e "baixo", "perto" e "longe".

A APOMETRIA E OS EGOS

A Apometria trabalha com sintonia. Não incorpora egos. Não incorpora veículos de manifestação da consciência. Não incorpora níveis. Poucas vezes retira alguém do corpo físico (projeção da consciência ou viagem astral). Ao contrário do que se pensa, raramente médiuns saem do corpo físico para atenderem no umbral ou na casa do paciente.

A mediunidade não possui características estanques. Não se pode defini-las com a segurança com que se definem, na Biologia, as células e os tecidos dos organismos vivos. Daí a dificuldade das pessoas compreenderem o mecanismo da Apometria - dificuldade extensiva a muitos médiuns e dirigentes apômetras. Até mesmo a definição da palavra médium está em xeque, pois há "mediunidades" ou fenômenos parapsíquicos que acontecem e não são intermediários entre o físico e o extrafísico.

Depois de encerrado o atendimento na casa apométrica, a seção pode continuar no astral, na mesma noite, a exemplo do que ocorre com sessões espíritas convencionais. Contudo, neste breve trabalho, estamos enfocando a seção apométrica em sua faceta consciente, intrafísica, "ao vivo e a cores".

Quando se sintoniza o corpo mental concreto (ou inferior) ou o corpo mental abstrato (ou o superior) do paciente, o médium de incorporação (também chamado de "médium de passagem") não incorpora o corpo mental do paciente - diferente do que aconteceria se "recebesse" um espírito desencarnado. Com a ajuda dos amparadores extrafísicos (mentores) da seção apométrica, a sensibilidade espiritual do médium permite que sintonize com determinada faixa consciencial do paciente e faça varredura bioenergética e psicométrica em seus chacras, nádis, parachacras e paranádis (chacras e nádis do corpo astral).

Como tudo no universo é campo (mesmo a matéria mais bruta), nossos veículos de manifestação da consciência constituem campos e emanam energias, tais quais rádios transmissores conscienciais potentes, como livros abertos à leitura de sensitivos lúcidos e de médiuns receptivos, operando em seção apométrica organizada. Todos somos transmissores conscienciais. Os sensitivos captam nossas faixas de frequência consciencial, as quais, por sintonia objetiva, podem ser "lidas" na seção apométrica.

As pessoas se espantam ao ver o transcorrer de uma seção apométrica eficiente, a realizar com sucesso seus trabalhos de assistência e cura. Às vezes, os termos utilizados pelos apômetras impressionam. Exemplos: salto quântico, spin, despolarização de memória, campos magnéticos, chips astrais, contagem em português ou grego e pulsos energéticos.

O que prejudica o entendimento do processo é o condicionamento intrafisico, visão espacial, de "dentro" e "fora", falta de conhecimento da espiritualidade e de seus mecanismos em geral, assim como a escassez de um pouco de cultura científica, mesmo que leiga (fruto da leitura de livros e revistas de divulgação científica).

"Dentro" e "fora" é uma ótica espacial que não se aplica à Apometria, que deve ser estudada do ponto de vista consciencial. O termo "salto quântico" é estudado em Química Básica, em relação à órbita do elétron em volta do núcleo. Quando o elétron ganha energia, dá um salto quântico para uma órbita mais externa. Quando perde energia, dá um salto quântico para uma órbita mais interna. A Física Quântica descobriu que o elétron não salta nem pula: simplesmente desaparece, deixa de existir e reaparece na órbita de destino. Descobriu também que a energia física possui medidas exatas - quantidades exatas e inteiras chamadas de quantum, quanta ou quantidade.

Talvez nisso resida o porquê da eficiência das contagens que sugerem "pulsos energéticos", presentes desde a clássica hipnose até a contemporânea Apometria. Uma hipótese de estudo que consideramos plausível: em vez de fluxo linear contínuo e constante, os pulsos energéticos (por meio das contagens) acumulam mais energia e disparam com mais eficiência.
O velho pilão de água que existia na roça serve de analogia para as contagens que geram pulsos energéticos. Colocava-se o milho no pilão, que possuía uma alavanca. Em um extremo, o martelo socava o milho. Em outro extremo, o recipiente recebia a água da bica. Ao descer a cuia do pilão, a água escorria, tornava-se leve, a cuia vazia subia e o pilão descia com seu peso natural, socando o milho e o transformando em fubá.

Quanto ao termo spin, a rotação do elétron pode ser +1 ou -1, conforme o sentido de giro. Os chacras podem ser acelerados (aumento do spin) ou desacelerados (diminuição do spin ou da velocidade de rotação). Toda força de espíritos recalcitrantes (inclusive a de magos negros) é retirada por meio da desaceleração (diminuição do spin) dos chacras coronário ou frontal, a depender do caso concreto. O chacra frontal é o centro da vontade.

Consideramos equivocado o termo "magnético". Em nossa opinião, o correto é bioenergético (ou energético). Magnetismo se refere a ímã, a um campo físico mensurável por equipamentos conhecidos, de acordo com o contexto eletromagnético. Com raridade o corpo humano manifesta o magnetismo em processos paranormais. Mais raro ainda é manifestá-lo em processos normais (cotidianos).
As contagens podem ser em grego ou em português, de 1 a 3 ou de 1 a 7 ou de outra forma, a critério de cada grupo apométrico. É apenas o método pessoal do dirigente, talvez reflexo da sua formação.

A formação de campos bioenergéticos de proteção, em forma de volumes geométricos, corresponde à plasmagem de uma forma-pensamento (ou morfopensene) - quanto mais utilizada, mais eficiente se torna. De todo modo, a proteção maior vem dos amparadores extrafísicos do trabalho.

As formas-pensamento de estrelas de seis ou cinco pontas e os campos em forma de pirâmide agregam valor de proteção, em função da egrégora que evocam como senhas energéticas de conexão, ou seja, funcionam como yantras mentais para os encarnados e yantras reais para os desencarnados, pois estão, de fato, plasmados em três dimensões (3D) no astral imediato aos trabalhos de Apometria. Esses campos atuam como transformadores de energia natural. Veja, nesse sentido, os estudos sobre as pirâmides físicas. Outros campos e luzes ficam a gosto de cada um - terão efeito potencializado por simpatia e afinidade pessoais, influência psicológica sadia a dinamizar as bioenergias dos afinados.

Noventa por cento (estimava oriunda de pesquisas empíricas nossas) das percepções espirituais das seções de Apometria dos médiuns de suporte se dão por meio da clarividência objetiva, intuitiva ou mental. Há quem confunda clarividência com outras percepções sensoriais. Vidente é quem vê. Se você está lendo estas linhas, é vidente. Vidência não se confunde com clarividência (esta permite, inclusive, enxergar o extrafísico de olhos físicos fechados). Estes conceitos são diferentes na Parapsicologia contemporânea. A semântica do espiritualismo ainda está ligada aos velhos termos da Metapsíquica.

A APOMETRIA E A DOUTRINAÇÃO EVANGELIZADORA

Os que preferem o método clássico de doutrinação religiosa entronizado ao longo do século XX nos centros espíritas e espiritualistas brasileiros, criticam a Apometria porque ela não "evangeliza" o espírito obsessor. No entanto, em complexas obsessões espirituais a tentativa de "evangelizar", "sensibilizar" ou "conscientizar" o espírito obsessor não surte efeito. Evangelizar magos negros é tão eficaz quanto ensinar lições de fraternidade a um psicopata.
Seria "mais fraterno" deixar os pacientes com os chips trevosos e os magos negros e seus asseclas soltos, fazendo o que fazem? Analogamente, seria mais fraterno nossos policiais não portarem armas de fogo, pois podem ferir os bandidos que nos assaltam e nos matam. A correlação é a mesma.

Talvez fosse mais fraterno abandonar a ortodoxia da pureza doutrinária, intransigente e radical. Talvez fosse mais fraterno não discriminar a Umbanda e suas entidades como "inferiores" ou "primitivas". Talvez fosse mais fraterno abandonar o sentimento de superioridade teórica baseado nos conhecimentos espíritas e espiritualistas. Talvez fosse mais fraterno não apenas distribuir alimentos, como também democratizar o acesso ao conhecimento espiritual. Talvez fosse mais fraterno menos proselitismo religioso e mais esclarecimento espiritual. Dar o peixe e ensinar a pescar: duas posturas assistenciais que não se excluem. Ao contrário, complementam-se. Melhor ensinar a pescar do que dar peixe a vida inteira.

Comparado com o método de doutrinação clássica, a Apometria é mais assistencial, por ser mais eficaz. Atua no cerne da obsessão, com visão de conjunto. Sim, toda cura é uma autocura e depende da reforma íntima do paciente - mas isso é válido em qualquer situação. Não podemos ignorar técnicas avançadas em prol da "pureza doutrinária".
Associemos as técnicas de ponta à postura ponderada e cosmoética, considerando as peculiaridades de cada contexto.

Acostumados ao método da doutrinação evangélica, teme-se a mudança. Porém, servir significa pensar em como melhor amparar a humanidade, ainda que tenhamos de sacrificar nossos condicionamentos e preconceitos.

A APOMETRIA, OS CHIPS E A ORTODOXIA RELIGIOSA

Na humanidade terrestre atual, ainda de mundo de provas e expiações, as técnicas e os procedimentos relacionados à Apometria - embora outrora conhecidos no plano físico, durante o apogeu da civilização atlante - recebem olhares de mistério e de repulsa, reações humanas tradicionais ante o desconhecido (neofobia).

A principal característica da Apometria radica na abrangência de sua assistência espiritual.
A Apometria investiga o corpo astral do paciente, seu habitat (ambiente doméstico e/ou profissional), obsessores locais e não-locais (baseados em outros níveis do umbral).
Mais poderosa que o passe e a doutrinação convencionais, detecta e retira equipamentos extrafísicos mecânicos e eletrônicos (paratecnologia) do psicossoma (perispírito ou corpo astral) dos pacientes.

Todavia, tal qual o auxílio fraterno tradicional e o passe, a Apometria não proporciona tratamentos psicológico e/ou psiquiátrico, indispensáveis em determinadas situações. Muitos casos só são resolvidos por meio de boa terapia e de leituras que ensejam maior autoconhecimento e auto-enfrentamento.
Os passes não são meios exclusivos e nem sempre são suficientes para a retirada de chips extrafísicos dos pacientes.

Na retirada dos chips extrafísicos a Apometria se revela bastante eficaz, secundada por outros métodos, a depender do caso concreto, inclusive do paciente. Exemplo: em determinadas circunstâncias, remédios homeopáticos de alta potência destroem ou descolam equipamentos extrafísicos aderidos à aura ou ao psicossoma do paciente.

As práticas bioenergéticas (exercícios efetuados com os chacras e potencializados com mantras), se efetuados com regularidade e disciplina, podem ser eficazes na retirada desses equipamentos extrafísicos. Quem já efetua essas práticas, conjugadas com o exercício do autoconhecimento, auto-enfrentamento, do auto-realização e da reforma íntima, dificulta a inserção de quaisquer equipamentos astrais negativos em suas auras e psicossomas.
Temos ortodoxias e dogmas comportamentais em todas as linhas de pensamento. Os ideais e intenções são sempre puros, mas a conduta do ser humano não o é.

Em vez de apontarmos os dedos em riste a outros irmãos tarefeiros e enfatizarmos nossas diferenças, devemos enfocar os pontos de convergência. Pensar menos nos 10% de diferença e mais nos 90% de semelhança.

NOTAS DE FIM:

[ 1]. Pesquisador de temáticas conscienciais, Engenheiro Civil, Educador, Parapsicólogo, Médium e Escritor. Site:
http://www.consciencial.org. E-mail: isc@consciencial.org.
[ 2]. Preferimos o termo bioenergias ou bioenergética ao termo magnético, que achamos errôneo, por ser dizer respeito, em verdade, ao campo físico, mensurável pela Física clássica. Se fosse, de fato, magnético, bastariam ímãs para fazer o trabalho apométrico.
[ 3]. O termo multidensidade é a nova terminologia proposta por nós na obra Estudos Espiritualistas - Desvendando os Caminhos, como alternativa ao vocábulo multidimensionalidade, utilizado pela Física Newtoniana para designar as dimensões físicas, sem relação com a "multidimensionalidade" referida por espíritas e espiritualistas.
[ 4]. Se prender bandidos espirituais é "antifraterno", também o é prender bandidos físicos.
[ 5]. No presente contexto, o dogmatismo se refere ao comportamento médio da maioria do público apreciador da doutrina espírita e não ao sistema filosófico em si, desprovido de dogmas, tabus e liturgias.
[ 6]. Não é apenas nas religiões que as coisas funcionam bem com amor. Em qualquer condição, situação ou lugar as coisas funcionam melhor com amor. Como diz um terapeuta amigo meu "todo terapeuta tem que ser um pouco pai-mãe. Isto é o óbvio.
[7]. Cascão astral é uma alusão ao descarte do corpo astral no respectivo plano em que habita, a dimensão astral.

Fonte:
Apometria e as Terapias de Apoio
Por Dalton Campos Roque www.consciencial.org

Silenciar: SÓ SE FOR POR AMOR!!


Silenciar sobre o defeito dos outros é caridade.
Silenciar sobre sua própria pessoa é humildade.
Silenciar diante do sofrimento alheio é covardia.
Silenciar quando o outro está falando falando é delicadeza.
Silenciar quando o outro espera uma palavra é omissão.
Silenciar quando não há necessidade de falar é prudência.

O silêncio tem um poder muito maior de trazer resultados em uma relação do que falar e expor os fatos que a todos incomodam.
Saber a hora de calar é compreender a necessidade de reflexão, mas identificar a hora certa de falar ou calar é que trará luz aos fatos.
Sempre existe uma causa para um comportamento inadequado e errar é inerente à toda natureza humana, é inclusive necessário para o nosso aprendizado na vida; só evoluimos através dele.

A decadência de um relacionamento começa quando não conseguimos mais enxergar nada de positivo no outro;
Quando não existe intenção e boa vontade de um dos parceiros em relevar os aspectos negativos do outro.
Qualquer forma de expressão é mais saudável que a tortura de conviver com o silêncio do outro. Diz a canção: "dói mais teu silêncio que tua agressão".

Um grande filósofo já disse: "Você quer ter razão ou prefere ser feliz?"

Evitaríamos muita coisa nos calando, silenciando, mas muita coisa também seria evitada se falássemos, se nos comunicássemos, se tivéssemos diálogo e consideração pelo outro.

Esse silêncio inoportuno, na hora errada, é também uma forma de violência.

É uma situação velada que não causa tanto impacto na sociedade quanto a violência física, por não existir manifestação explícita e aparente de agressão, porém é uma realidade tão cruel quanto a outra; a diferença é que a segunda deixa marcas visíveis, contudo na primeira, as feridas podem ser mais profundas e perigosas, porque se trata de uma violência emocional.

A violência emocional destrói a auto-estima do outro.

A agressão verbal é uma violência também, mas é real, concreta, deixa para o outro uma oportunidade de "concluir algo e de ter uma referência".
O silêncio indiferente ou a simples ausência de diálogo, é a omissão de um comentário ou argumento esperado para o momento e, portanto, machuca muito mais.

Amor se demonstra em atitudes concretas.
Mesmo com todas as dificuldades da vida, quando ainda existe respeito, perseverança e disposição de compreender, alegria em compartilhar, vemos os dias seguirem com o fortalecimento dos laços quem unem um casal.

É no dia-a-dia que se solidificam os relacionamentos.

Sentimentos que não são traduzidos em atos não alcançam o outro e quando nossas atitudes demonstram mais ressentimento e indiferença que afeição ficamos atordoados, sem chão.

Lembre-se:
Amor, atenção, carinho e amizade não se pedem. Apenas se recebem.
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro e que ouve isso do outro.

O silêncio é plenitude de comunicação.
Evitar silêncio negativo do mau-humor, da agressividade, do desgosto, da raiva e, principalmente, da "ausência", é demonstrar sensibilidade, afetividade e respeito.

O silêncio quando é amor, fala e quando é desamor, agride.
O ato de falar e o de calar precisam um do outro, pois quem fala quer ser ouvido e para ouvir é preciso calar.
Sim... eu tenho urgentemente que aprender a me calar mais. Tenho que aprender a arte de silenciar só por amor.
"Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar aquelas que posso e principalmente sabedoria para distinguir umas das outras."



sexta-feira, 9 de julho de 2010

"Tipos psicopáticos" - Transtornos da Linhagem Sociopática

PSICOPATA / SOCIOPATA - TODOS CONHECEMOS UM; OU SOMOS NÓS MESMOS ... Afinal: Como diz o ditado "De médico e louco todo mundo têm um pouco"

Trago esse assunto, por ter percebido nesses dias como é importante nos observarmos constantemente e observarmos as pessoas com as quais convivemos e/ou conhecemos; De forma sutil, vamos descobrindo vários perfis psicopáticos.
O texto é longo, mas vale muito a pena ler, por sua riqueza de informação e observações simples.
Beijinhos iluminados!
Luz e paz, amados!!

Os termos Psicopata, Sociopata, Anti-social, Transtornos de Conduta, Delinqüência, Borderline e muitos outros congêneres, juntamente com conceitos tais como Personalidade Criminosa, Personalidade Psicopática, Propensão ao Delito, etc., estão constantemente sendo revistos pela psiquiatria em geral e, particularmente, pela Psiquiatria Forense. Toda essa temática tem, também, um grande interesse para a sociologia, política e antropologia, na medida em que a sociedade tem se surpreendido com fenômenos de agressividade e violência estarrecedoras.

As perenes ocorrências de crimes seriais, juntamente com as igualmente perenes atitudes destrutivas de fundo religioso e político e as atuais conturbações do mundo moderno, principalmente as grandes tragédias político-sociais que abalam os grandes centros, como por exemplo, as ações terroristas, têm chamado muito a atenção sobre a destrutividade potencial que caracteriza a conduta de algumas pessoas. Seriam psicopatas todas as pessoas envolvidas nessas ações delituosas?

Com finalidade didática, resolvemos agrupar todos esses desvios da atitude humana que conflitam com os padrões sociais normais da vida gregária sob a denominação de TRANSTORNOS DA LINHAGEM SOCIOPÁTICA.


PERSONALIDADE PSICOPÁTICA

TRAÇOS E CARACTERÍSTICAS

A psicopatologia em geral e a psiquiatria forense em especial têm dedicado, há tempo, uma enorme preocupação com o quadro conhecido por Psicopatia (ou Sociopatia, Transtorno Dissocial, Transtorno Sociopático, etc).

Trata-se de um terreno difícil e cauteloso, este que engloba as pessoas que não se enquadram nas doenças mentais já bem delineadas e com características bastante específicas, a despeito de se situarem à margem da normalidade psico-emocional ou, no mínimo, comportamental. As implicações forenses desses casos reivindicam da psiquiatria estudos exaustivos, notadamente sobre o grupo de entidades entendidas como Transtornos da Personalidade.

A VIOLÊNCIA E IMPULSIVIDADE NO PSICOPATA

As descrições da Psicopatia têm incluído déficits afetivos e alguns processos psicofisiológicos associados. A nosso ver, a maneira de ser do psicopata é o resultados de um complexo sistema de avaliação do objeto, juntamente com uma série de condutas aprendidas como eficazes.

Antes que o sujeito interaja com o objeto, ou seja, em nosso caso, para que o sujeito psicopata elabore considerações sobre os objetos de sua realidade e com eles se inter-relacione, obrigatoriamente temos que refletir sobre suas características cognitivas.

Essa consideração cognitiva prévia decorre da tendência atual que considera as cognições como propriedades da consciência com potencialidade de causar determinadas respostas emocionais e sociais. Portanto, as bases biológicas da personalidade e de seus transtornos, como é o caso da psicopatia, muitas vezes se expressam em cognições disfuncionais.

Os estilos de relacionamento interpessoais expressam, além das tendências motivacionais, também o perfil cognitivo da pessoa. Os traços que definem a personalidade de cada um também podem ser analisados à luz das comunicações interpessoais, o que, por sua vez, volta a ter que ver com as motivações e com o perfil cognitivo da pessoa.

Assim sendo, as motivações estão sempre atreladas ao perfil cognitivo da pessoa e, a motivação do psicopata gira em torno do poder e do status destacado na hierarquia social, num contexto de repúdio ou evitação da empatia e apego.

Tem-se que considerar vários aspectos vinculadOs com a agressão e Psicopatia. Um deles é a relação existente entre agressão e impulsividade. Os vínculos entre a agressão e a impulsividade têm sido minuciosamente estudados por Seroczynski (1999). Entre os muitos traços de personalidade comórbidos estudados na psicopatologia, a associação entre impulsividade e agressividade é um dos mais freqüentes. Mas, vejamos com mais calma se esses traços, de fato, estão inexoravelmente atrelados.

Para entender melhor nosso raciocínio, será importante a distinção entre Agressão Depredadora (ou Proativa) e Agressão Reativa. Por último, teríamos que ver a real relação da Psicopatia com os grandes criminosos, como por exemplo, os assassinos em série e de massa. A Agressão Reativa tem sido definida como uma reação hostil à uma frustração percebida. O individuo Agressivo Reativo super-reage diante a menor provocação e costuma ser explosivo e instável.

Por outro lado, na Agressão Proativa (ou Depredadora) a pessoa tem uma conduta agressiva e violenta dirigida para uma meta determinada. Este tipo de agressor pode ser perigosíssimo aos demais e uma ameaça criminal para a sociedade. Vendo o problema desse jeito, podemos dizer que a Agressão Reativa é a que está mais fortemente ligada à impulsividade, enquanto que a Agressão Proativa é mais elaborada, planejada e premeditada.

Voltando agora à questão agressividade-impulsividade, e ainda tomando por base essa distinção das agressões em Proativa e Reativa, pode ser perfeitamente possível uma pessoa ser agressiva sem ser impulsiva e, não surpreendentemente, ser impulsivo sem ser agressivo. Então, para que estejamos certos, é necessário que a natureza da agressividade e da impulsividade seja diferente e não, obrigatoriamente, a mesma.
Isso significa que, no desenvolvimento da personalidade, os fatores genéticos, ambientais ou combinações de ambos, capazes de influenciar nos traços de agressividade e impulsividade, atuariam diferentemente em diferentes pessoas. Barratt (1999) demonstrou em suas pesquisas que os criminosos impulsivos presos diferiam dos que não eram impulsivos em várias medições neuropsicológicas, cognitivas e neurofisiológicas, sugerindo com isso que os dois tipos de criminosos poderiam ter etiologia distinta.

Apesar disso, existe quem apóia a idéia da impulsividade e agressividade estarem sempre sobrepostas numa mesma pessoa, tal como ocorreria, para esses autores, na sobreposição entre o Transtorno por Déficit de Atenção (TDAH) e os Transtornos de Conduta (TC). Aqueles que não compartilham esta posição, entre os quais nos colocamos, alegam que o TDAH e a agressão não estão obrigatoriamente e nem freqüentemente correlacionados.

Até o momento, tudo parece levar a crer que a impulsividade, que é o traço mais associado à Agressão Reativa, teria muito mais influência genética do que a Agressão Proativa. Para essa Agressão Depredadora, as influências ambientais teriam um papel fundamental, tais como experiências traumáticas ou ameaçadoras, precoces e duradouras.

As pessoas que exibem comportamentos impulsivos têm, em geral, outros problemas de conduta e/ou emocionais. A irritabilidade, e não a agressividade, parece ser o sintoma mais fortemente relacionado com a impulsividade. De outra forma, a possível relação entre Agressão Reativa e impulsividade parece provir, segundo Eduardo Mata (1999), das redes neuronais (assembléias neuronais) que manejam o controle da impulsividade, bem como dos fatores neuroquímicos do cérebro.

Segundo Meloy (Richards, 1998), uma das respostas fisiológicas que diferencia os Psicopatas, tanto dos Anti-sociais quanto dos normais, seria um sentimento de apego severamente perturbado, isto é, um prejuízo e fracasso nas atitudes de apego e nas identificações malignas.

O déficit do Psicopata na capacidade de apegar-se ou vincular-se aos outros pode também ser melhor conceitualizado por vias neurológicas inespecífica ou uma configuração incomum de genes. Outra opção causal sugere um defeito que resulta numa superabundância de impulsos agressivos ou um defeito nas funções psíquicas inibitórias, ou ainda, na combinação de ambos.

Assim sendo, um defeito do Superego, juntamente com uma predisposição inata para impulsividade e agressividade, mais a natureza adversa de experiências infantis precoces (normalmente antes dos 36 meses), criariam condições propícias para o desenvolvimento da Personalidade Psicopática.

CARACTERÍSTICAS DA PERSONALIDADE PSICOPÁTICA

Blackburn (1998) desenvolveu uma interessante tipologia para os subtipos de psicopatas, inclusive considerando o aspecto Anti-social como se tratasse de um dos sintomas possíveis de estar presente em certos casos. Inicialmente ele fez uma distinção entre dois tipos de psicopatas e ambos compartilhando um alto grau de impulsividade: um Tipo Primário, caracterizado por uma adequada socialização e uma total falta de perturbações emocionais, e um Tipo Secundário, caracterizado pelo isolamento social e traços neuróticos.
Apesar de todas variações tipológicas dos mais diversos autores, todos parecem estar de acordo nas características nucleares do conceito; impulsividade e falta de sentimentos de culpa ou arrependimento. Mais tarde os 2 subtipos de Blackburn (Primário e Secundário) foram aprimorados em 4 subtipos mas, para nosso trabalho, apenas esses dois tipos iniciais são relevantes :

1 - Os Psicopatas Primários, caracterizados por traços impulsivos, agressivos, hostis, extrovertidos, confiantes em si mesmos e baixos teores de ansiedade. Neste grupo se encontram, predominantemente, as pessoas narcisistas, histriônicas, e anti-sociais. Sua figura pode muito bem se identificar com personalidades do mundo político.
2 - Os
Psicopatas Secundários, normalmente hostis, impulsivos, agressivos, socialmente ansiosos e isolados, mal-humorados e com baixa auto-estima. Aqui se encontram anti-sociais, evitativos, esquizóides, dependentes e paranóides. Podem ser identificados com líderes excêntricos de seitas, cultos e associações mais excêntricas ainda.

Entre esses 2 subtipos, as pessoas pertencentes ao grupo dos Psicopatas Secundários, seriam as mais desviadas socialmente, são também desviadas em outros aspectos. Nessas pessoas é onde mais se encontram as anormalidades no Eletroencefalograma, as quais têm sido descritas precocemente.
Os Psicopatas Primários, por sua vez, têm mais excitação cortical e autonômica, e maior tendência a buscar sensações. Entre esses grupos existem também diferenças quanto à agressividade e criminalidade.

Os Psicopatas Primários ainda teriam convicções mais firmes para efetuar crimes violentos, enquanto que os Psicopatas Secundários para os roubos. Psicopatas Primários e Psicopatas Secundários seriam mais dominantes, tanto em situações ameaçantes como aflitivas, mas os Psicopatas Secundários mostram mais fúria diante da ameaça, tanto física como verbal.

Os Psicopatas Primários e Psicopatas Secundários podem corresponder à brilhante classificação de Millon ao Psicopata Carente de Princípios (veja adiante). Esses dois subtipos compartilham alguns traços em comum, mas os Secundários têm muito mais ansiedade social e traços de personalidade esquizóides, evitativos e passivo-agressivos. É muito provável que a maioria ingresse no critério mais amplo de borderlines.

TABELA

Com relação ao potencial de conflitos interpessoais da personalidade do psicopata é interessante considerar dois modelos: o grau de poder ou controle exercido sobre as demais e o grau de afinidade. Sobre o poder está em apreço a dominância ou a submissão aos demais e, em relação à afinidade, entra em cena a hostilidade ou o cuidado.

A expressiva maioria dos psicopatas estabelece uma interação social do tipo hostilidade e dominância, ficando a submissão e cuidado por conta dos não psicopatas. Para o exercício da dominância e hostilidade, o psicopata costuma culpar a outros, mentir com freqüência, buscar continuadamente atenção e ameaçar a outros com violência. O contrário dessa postura seria a amabilidade social, representada pelas condutas coercitivas e dóceis.

Entretanto, para complicar ainda mais essa questão dos traços, devemos considerar o desempenho sócio-teatral dos psicopatas, através do qual manifestam atitudes que não fazem parte de suas características genuínas, mas, sobretudo, de suas simulações sociais.

É assim que a Psicopatia pode aparecer estreitamente vinculada com a amabilidade. Neste modelo o Psicopata Primário tende a ser coercitivo e, apesar disso, também dominante e sociável (gregário). Já os Psicopatas Secundários, além de poderem ser também coercitivos, costumam ser mais isolados e aparentemente submissos. Mas ambos tipos exibem estilos interpessoais que os coloca na possibilidade de ter conflitos com terceiros. De qualquer forma, satisfazendo os critérios usados para definir os Transtornos de Personalidade, de modo geral, os psicopatas tendem a manifestar comportamentos rígidos e inflexíveis.

Millon (1998) desenvolveu também uma subtipologia dos psicopatas, por sinal, de interesse clínico maior que a subtipologia de Blackburm. A idéia de Millon foi dirimir as contradições entre numerosas visões que se têm sobre o psicopata. Mesmo considerando diversos subtipos de psicopatas, Millon deixa claro que existem elementos comuns a todos os grupos: um marcado egocentrismo e um profundo desprezo pelos sentimentos e necessidades alheias.

Com finalidade exclusivamente didática, modificamos, condensamos e sistematizamos a subtipologia de Millon da seguinte forma:

1 - O Psicopata Carente de Princípios: Este tipo de psicopata se apresenta freqüentemente associado às personalidades narcisistas e histéricas. Podem até conseguir manter-se com êxito nos limites do legal.
Estes psicopatas exibem com arrogância um forte sentimento de autovalorização, indiferença para com o bem estar dos outros e um estilo social continuamente fraudulento. Existe neles sempre a expectativa de explorar os demais (esse traço pode corresponder ao estilo dominante dos Psicopatas Primário e Secundário de Blackburn).

Há neles uma consciência social bastante deficiente e se faz notória uma grande inclinação para violação das regras, sem se importarem com os direitos alheios. A irresponsabilidade social se percebe através de fantasias expansivas e de grosseiras, contumazes e persistentes mentiras.

Falta, nesses Psicopatas Carentes de Princípios, o Superego. Essa falta é responsável pelos seus relacionamentos inescrupulosos, amorais, desleais e exploradores. Podem estar presentes entre sociedades de artistas e de charlatões, muitos dos quais são vingativos e desdenhosos com suas vítimas.

O psicopata sem princípios mostra sempre um desejo de correr riscos, sem experimentar temor de enfrentar ameaças ou ações punitivas. São buscadores de novas sensações. Suas tendências maliciosas resultam em freqüentes dificuldades pessoais e familiares, assim como complicações legais.

Estes psicopatas narcisistas funcionam como se não tivessem outro objetivo na vida, senão explorar os demais para obter benefícios pessoais. Eles são completamente carentes de sentimentos de culpa e de consciência social. Normalmente sua relação com os demais dura tempo suficiente em que acredita ter algo a ganhar.

Os Psicopatas Carentes de Princípios exibem uma total indiferença pela verdade, e se são descobertos ou desmascarados, podem continuar demonstrando total indiferença. Uma de suas maiores habilidades é a facilidade que têm em influenciar pessoas, ora adotando um ar de inocência, ora de vítima, de líder, enfim, assumindo um papel social mais indicado para a circunstância. Podem enganar a outros com encanto e eloqüência. Quando castigados por seus erros, ao invés de corrigirem-se, podem avaliar a situação e melhorar suas técnicas em continuar a conduta exploradora.

Carentes de qualquer sentimento de lealdade, juntamente com uma extrema competência em desempenhar papéis, os psicopatas normalmente ocultam suas intenções debaixo de uma aparência de amabilidade e cortesia.

2 - O Psicopata Malévolo: Juntamos aqui as características que Millon atribui aos subtipos Malévolo, Tirânico e Maléfico, por razões didáticas e por considerar que todos três comumente se manifestam numa mesma pessoa.

Os Psicopatas Malévolos são particularmente vingativos e hostis. Seus impulsos são descarregados num desafio maligno e destrutivo da vida social convencional. Eles têm algo de paranóicos na medida em que desconfiam exageradamente dos outros e, antecipando traições e castigos, exercem uma crueldade fria e um intenso desejo de vingança.

Além de esses psicopatas repudiarem emoções ternas, há neles uma profunda suspeita de que os bons sentimentos dos demais são sempre destinados a enganá-los. Adotam uma atitude de ressentimento e de propensão a buscar revanche em tudo, tendendo dirigir a todos seus impulsos vingativos. Alguns traços desses psicopatas se parecem com os sádicos e/ou paranóides, com características beligerantes, mordazes, rancorosos, viciosos, malignos, frios, brutais, truculentos e vingativos, fazendo, dessa forma, com que muitos deles se revelem assassinos e assassinos seriais.

Quando os Psicopatas Malévolos enfrentam à lei e sofrem sanções judiciais, ao invés de se corrigirem, aumentam ainda mais seu desejo de vingança. Quando se situam em alguma posição de poder, eles atuam brutalmente para confirmar sua imagem de força.

Irritados pelo freqüente repúdio social que despertam, esses Psicopatas Malévolos estão continuamente experimentando uma necessidade de retribuição agressiva, a qual pode, eventualmente, expressar-se abertamente em atentados coletivos ou atitudes anti-sociais (a luta sociedade versus eu). De qualquer forma, nunca demonstram a o mínimo sentimento de culpa ou arrependimentos por seus atos violentos. Ao invés disso, mostram uma arrogante depreciação pelos direitos dos outros.

É curioso o fato desses psicopatas serem capazes de dar uma explicação racional aos conceitos éticos, capazes de conhecerem a diferença entre o que é certo e errado, mas, não obstante, são incapazes de experimentar tais sentimentos.

A noção ética faz com que o Psicopata Malévolo defina melhor os limites de seus próprios interesses e não perca o controle de suas ações. Esse tipo de psicopata se encontra entre os mais ameaçantes e cruéis. Ele é invariavelmente destrutivo, sem misericórdia e desumano.

A noção de certo-errado faz com que esses psicopatas sejam oportunistas e dissimulem suas atitudes ao sabor das circunstâncias, ou seja, diante da autoridade jamais atuam sociopaticamente. Portanto, eles são seletivos na eleição de suas vítimas, identificando sujeitos mais vulneráveis a sua sociopatia ou que mais provavelmente se submetam aos seus caprichos. Mais que qualquer outro bandido, este psicopata desfruta prazer em proporcionar sofrimento e ver seus efeitos danosos em suas vítimas.

3 - O Psicopata Dissimulado: seu comportamento se caracteriza por um forte disfarce de amizade e sociabilidade. Apesar dessa agradável aparência, ele oculta falta de confiabilidade, tendências impulsivas e profundo ressentimento e mau humor para com os membros de sua família e pessoas próximas.

Na realidade, didaticamente poderíamos comparar o Psicopata Dissimulado como uma mistura bastante piorada dos transtornos Borderline e Histérico da Personalidade. Isso significa que ele pleiteia um estilo de vida socialmente teatral, com persistente busca de atenção e excitação, permeada por um comportamento muito sedutor.

Por essas características Millon já considerava o Psicopata Dissimulado como uma variante da Personalidade Histriônica, continuamente tentando satisfazer sua forte necessidade de atenção e aprovação. Essas características não estão presentes no Psicopata Carente de Princípios ou no Malévolo, os quais centram em sí mesmo sua preocupação e são indiferentes às atitudes e reações dos outros.

Esse subtipo dissimulado costuma exibir entusiasmo de curta duração pelas coisas da vida, comportamentos imaturos de contínua buscas de sensações. Seguindo as características básicas e comuns à todos os psicopatas, o dissimulado também tende a conspirar, mentir, a ter um enfoque astuto para com a vida social, a ser calculista, insincero e falso. Muito provavelmente ele não admite a existência de qualquer dificuldade pessoal ou familiar, e exibe um engenhoso sistema de negações. As dificuldades interpessoais são racionalizadas e a culpa é sempre projetada sobre terceiros.

A contundente falsidade é a característica principal deste subtipo. O Psicopata Dissimulado age com premeditação e falsidade em todas suas relações, fazendo tudo o que for necessário para obter exatamente o que querem dos outros. Por outro lado, em diferentemente do Psicopata Carente de Princípios ou do Psicopata Malévolo, parece desfrutar prazerosamente do jogo da sedução, obtendo excitação nas conquistas.

Mesmo aparentando intenções de proteger certas pessoas, o Psicopata Dissimulado é frio, calculista e falso, caracterizando mais ainda um estilo fortemente manipulador. Essa característica pode ser conseqüência da convicção íntima de que ninguém poderá amá-lo ou protegê-lo, a menos que consiga manipular a todos. Apesar de reconhecer que está manipulando seu entorno social, tenta convencer aos outros de que suas intenções são boas e que suas atitudes são, no mínimo, bem intencionadas.

Quando as pessoas com esse tipo de psicopatia são pressionadas ou confrontadas, sentem-se muito encabulados e suas reações oscilam entre a explosão agressiva e vingança calculista. A característica afabilidade dos Psicopatas Dissimulados é superficial e extremamente precária, estando sempre predispostos a depreciarem imediatamente a qualquer um que represente alguma ameaça à sua hegemonia, chegando mesmo a perderem o controle e explodirem em cólera.

4 - O Psicopata Ambicioso: perseguem avidamente seus engrandecimentos. Os Psicopatas Ambiciosos sentem que a vida não lhes tem dado tudo o que merecem, que têm sido privados de seus direitos ao amor, ao apoio, ou às gratificações materiais. Normalmente acham que os outros têm recebido mais que eles, e que nunca tiveram oportunidades de uma vida boa.

Portanto, estão motivados por um desejo de retribuição, de compensar-se pelo que tem sido despojado pelo destino. Através de atos de roubo ou destruição, se compensam a si mesmos pelo vazio de suas vidas, sem importar-lhes as violações que cometam à ordem social. Seus atos são racionalizados através da idéia de que nada fazem senão restaurar um equilíbrio alterado.

Para os Psicopatas Ambiciosos que estão somente ressentidos, mas que ainda têm controle minimamente crítico de seus atos, pequenas transgressões e algumas aquisições são suficientes para aplacar essas motivações. Mas para aqueles que têm estas características psicopáticas mais desenvolvidas, somente a usurpação de bens e coisas alheias podem satisfazê-los.

O prazer psicopático nos ambiciosos está baseado mais em tomar do que em ter. Como a fome que os animais experimentam em relação à presa, os Psicopatas Ambiciosos têm um enorme impulso para a rapinagem, e tratam os demais como se fossem peões num tabuleiro de xadrez de poder.

Além de terem pouca consideração pelos efeitos de sua conduta, sentindo pouca ou nenhuma culpa pelos efeitos de suas ações, como os demais psicopatas, os ambiciosos nunca chegam a sentir que tem adquirido o bastante para compensar suas privações. Independentemente de suas conquistas, permanecem sempre ciumentos e invejosos, agressivos e ambiciosos, exibindo todas vezes que podem, posses e consumo ostentoso.

A maioria deles é totalmente centrada em si mesmos, contribuindo isso para sua comum atitude libertina e em busca de sensações. Esses psicopatas nunca experimental um estado de completa satisfação, sentindo-se não realizados, vazios, desolados, independentemente do êxito que possam ter obtido. Insaciáveis, estão sempre convencidos de que serão sempre despojados de seus direitos e desejos.

Ainda que o subtipo ambicioso seja parecido, em alguns aspectos, ao Psicopata Carente de Princípios, ele exerce uma exploração mais ativa e sua motivação central é manifestada através da inveja e apropriação indevida das posses alheias. O Psicopata Ambicioso experimenta não só um sentimento profundo de vazio, senão também uma avidez poderosa de amor e reconhecimento que, segundo ele, não lhe ofereceram na infância.

4 - O Psicopata Explosivo: diferencia-se das outras variantes pela emergência súbita e imprevista de hostilidade. Estes psicopatas são caracterizados por fúria incontrolável e ataque a outros, furor este freqüentemente descarregado sobre membros da própria família. A explosão agressiva se precipita abruptamente, sem dar tempo de prevenir ou conter. Sentindo-se frustrados e ameaçados, estes Psicopatas Explosivos respondem de uma maneira volátil, daninha e mórbida, fascinando aos demais pela brusca forma com que os surpreende.

Desgostosos e frustrados na vida, estas pessoas perdem o controle e buscam vingança pelos alegados maus tratos a que foram precocemente submetidos. Em contraste com outros psicopatas, esses não se movem de maneira sutil e afável. Pelo contrário, seus ataques explodem incontrolavelmente, quase sempre, sem nenhuma provocação aparente. Esta qualidade de beligerância súbita, tanto quanto sua fúria desenfreada, distingue estes psicopatas dos outros subtipos. Muitos são hipersensíveis aos sentimentos de traição, a ponto de fantasiarem deslealdades o tempo todo.

Fonte:
Ballone GJ - Transtornos da Linhagem Sociopática - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br

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