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Palavras ditas por Buda (Gautama), há mais de 2500 anos... E ainda hoje são atitudes que precisamos tanto ouvir!! Não acredite em tudo sem analisar!!

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domingo, 29 de agosto de 2010

À você que está divorciando... Leia, Vale muito à pena!!

Amados, os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício à felicidade, mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, amados, encontre tempo para ser amigo de sua esposa ou esposo, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz! 

Leiam até o final, o texto é muito interessante! Realmente é pra se pensar.
Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir..
Beijinhos iluminados de renovação, paz, harmonia e amor... muito amor crístico principalmente!!

Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos. De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.
Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"
Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!"
Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela. Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente.
A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia, mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.
Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possivel. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus examos no próximo mês e precisava de um ambiente propício para prepar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca, mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio”, disse Jane em tom de gozação.
Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles, mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... Ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração..... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mãe todas às manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".

Eu não consegui dirigir para o trabalho.... Fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia... Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe Jane. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

A Jane então percebeu que era sério. Deu-me um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama - morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando há vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

(Recebi esse texto de um amigo: "Léo" ... Não sei a procedência do mesmo) Léo, Gratidão profunda amado! Deixo um Salve à sua vida e sua garra!!




terça-feira, 1 de junho de 2010

Livro: "Ele Simplesmente não está a fim de você" - Crônica com dicas de bem viver COM VOCÊ!

Amada.... você saiu com a criatura, deu o seu número de telefone (depois de muita insistência dele, claro) e agora espera (espera, espera, espera ...) por uma ligação do cara. Afinal, porque os homens não telefonam no dia seguinte? A discussão parece fútil pra você? Ah, vai dizer que nunca morreu de ansiedade ao lado do bendito aparelho, que aliás, nunca tocou.

A questão é discutida há tempos e não tem revolução sexual que dê jeito nisso: quem deve ligar no dia seguinte, ele ou ela? E afinal,
por qual razão, motivo ou circunstância ele não liga? Será que tem bloqueio, não gosta de telefone ou não sabe fazer uma ligação, tem de tudo nessa vida. Vai ver que não pagou a conta e está sem linha em casa, ou até, está ocupadíssimo, coitado.

Pare de inventar desculpas e assuma logo, se ele não liga é porque não está a fim de você. Quem garante isso é Greg Behrendt, que além de humorista também é redator da série Sexy & The City. No livro “Ele simplesmente não está a fim de você”, da editora Rocco, Greg detona todas as desculpas que nós mulheres inventamos para justificar o descaso deles, e alerta: “sim, os homens sabem usar o telefone”, seja depois do primeiro, do segundo ou do décimo encontro. Confira um techo do livro:

"Podemos tentar fazer você pensar que somos diferentes, mas nós, homens, somos iguaizinhos a vocês, mulheres. Gostamos de fazer um intervalo no nosso dia, em geral sem graça, para conversar com alguém de quem gostamos. Ficamos felizes com isso. E gostamos de ficar felizes. Exatamente como vocês. Se eu estivesse a fim de você, falar contigo seria uma bênção nesse meu dia infernal. E exatamente nesse dia, eu nunca estaria ocupado demais para ligar para você”.


Mais tópicos importantes do livro:


O dia seguinte da primeira vez
Vamos direto ao ponto, vocês transaram. Agora você espera que ele telefone dizendo o quanto foi incrível e que quer ver você novamente. Mas ele não liga, liga nada, o telefone não toca, nem por engano. Para o psicólogo e especialista em relacionamento amoroso, Ailton Amélio,
o “perdido” que os homens dão nas mulheres no “after day” tem uma explicação, aliás duas:

  • 1 – Ele não quer nada com você
    "A mulher tem mais certeza do que está fazendo quando vai para a cama com um homem. Geralmente,
    ela não transa por transar, existe ali um interesse qualquer por ele. Já o homem, por sua vez, vai para a cama mais fácil, transa mais fácil, e não necessariamente com uma parceira que realmente interesse. No outro dia, é claro que ele não vai ligar, já que não tem interesse em dar continuidade à relação.”

  • 2 – Ele não quer nada com você, se você for afobada
    “Alguns homens gostam de dar um tempinho (alguns dias) para ligar para a mulher. Mas, se ela liga antes,
    ele acha que ela é desesperada e não vai encarar isso com bons olhos. Acho que depois de uma semana é um bom tempo para um dos dois ligarem, ninguém vai se passar por afobado dessa forma”.

Deve entrar nesse jogo?
Depende da sua paciência amada amiga, e de quanto esse cara significa para você.
Forçar a barra não adianta, tão pouco correr atrás. Ficar esperando do ladinho do aparelho é bobagem, se ele estiver mesmo a fim de você, vai ligar, mais cedo ou mais tarde, palavra de Greg e Ailton, que entendem do assunto.

Outros toques de Greg
Ele simplesmente não está a fim de você ...

  • se não a convida para sair
  • se não telefona para você
  • se não quer namorar com você
  • se não faz sexo com você
  • se faz sexo com outra pessoa
  • se só quer vê-la quando está de porre
  • se não quer casar com você
  • se está te dando um pé na bunda
  • se desapareceu sem deixar sinal de vida
  • se é casado ( e outras variações loucas de indisponibilidade)
  • se é um babaca egoísta, um brigão chato, ou um doido de pedra.
... E não fiquem tristes minhas amadas, todas nós já passamos e/ou estamos passando por tal situação, porém o mais importante de tudo é você perceber em tempo e SE valorizar, SE amar e não aceitar vibrar numa faixa negativa, encanando, se afobando, se magoando, ou tendo acessos de ira ou mal-humor. O mais importante de tudo é VOCÊ se respeitar sempre.

Difícil né quando já se está envolvido, e o que dirá quando você olha para o que houve de intenso entre os dois e se pegava se questionando "tão bom que parece ser mentira, esse encontro" ????? .... Sim! Muito difícil, porém é necessário OLHARMOS COM A VISÃO RACIONAL e deixarmos a sentimental de lado, assim o sofrimento é menor e SE ELE TE DER O VALOR QUE VOCÊ SABE SER MERECEDORA DE TER, ELE TE PROCURARÁ! Caso contrário, não vale a pena, pois se no começo ele já é omisso e insensível aos teus sentimentos e irresponsável pelo seu bem estar, que dirá com mais alguns meses ou anos???

Não forcem nada nunca!
Tudo o que é suave flui melhor sempre amadas!!

Se amem e se valorizem! Ninguém poderá te amar se você não amar à sí mesma primeiro!!! - Essa é a chave da prosperidade para os relacionamentos amorosos, ok, amadas??

Sugiro que compreendam-no também em suas fraquezas humanas, não guarde mágoas: Use de exemplo o belo poema verdadeiro da música de meu amado Vinicius de Moraes: "... Que seja eterno enquanto dure..."

Ao escrever esse texto, me recordei de algo que já se passou também comigo...
Rose_Luar (Terapeuta de almas e de sí mesma) ...
Um grande amigo em alma disse um dia: "O grande curador têm o poder de curar a sí próprio" ... Grande (e dolorida.. rs) verdade!!
Mas tudo serve para aprendizados e evolução, como sempre digo: Tudo vale a pena quando a alma não é pequena!!


Leia, divirta-se e pare de inventar desculpas para as babaquices dele:
Ele simplesmente não está a fim de você
Entenda os homens sem desculpas
Greg Behrendt & Liz Tuccillo
Editora Rocco


Outro trecho delicioso dessa crônica que nos ensina e diverte simultaneamente:

Amados, Ailton Amélio da Silva é psicólogo especialista em comunicação não-verbal e relacionamento amoroso. Doutor em Ciências, é criador e responsável pela disciplina de relacionamento amoroso nos cursos de graduação e pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP), onde também desenvolve pesquisas na área de Psicologia . Amélio também é autor do livro "O Mapa do Amor" (Editora Gente)

sexta-feira, 12 de março de 2010

Sexo X Espiritualidade IV

A dificuldade de algumas culturas tratarem a sexualidade, pendendo de acordo com a ideologia predominante, hora para a repressão quase que total, hora para a libertinagem, que alguns confundem com liberdade, fez da sexualidade, tabu ou elemento de fixação. Ambos os casos podendo ser considerados patológicos, gerando vários desequilíbrios psico-físicos, motivando várias desgraças.

Desde cedo apresenta-se ao discípulo, que optou por seguir a senda mística, o dilema de como harmonizar sua vida sexual à vida espiritual, integrando-as num todo coerente, capaz de contribuir para sua jornada.

Os verdadeiros Mestres de Sabedoria sempre souberam, que a energia sexual, é a expressão do Princípio Único, que manifesta-se no nosso universo como energia polarizada, dinâmica e criadora. Os iniciados de diversas tradições referiam-se a essa expressão polarizada e criadora, como Fohat e Kundaline, no sistemas iniciático Tântrico; ou como Yin e Yang do Taoismo, Luz e Trevas, ou Dia e Noite, nas tradições Hebraicas.

No homem e na mulher, essa energia criadora, manifesta-se como fonte de vida, inspiração, juventude e vitalidade. Essa energia, garante a eternidade biológica da raça humana e a longevidade pessoal.

Porém, o abuso, ou profanação desta energia, promove a desvitalização, a atrofia das capacidades criativas da mente, o embotamento progressivo das faculdades espirituais e conseqüente decrepitude que resultam em retardamento ou morte prematura.

Devido a isso, algumas escolas e religiões, por não encontrarem meios de evitar tais perigos, e pela incapacidade de fornecer a seus seguidores respostas para tais questões, optaram por orientá-los na pratica do celibato.

Dessa forma, afastaram de seus seguidores os perigos de uma profunda e acelerada degeneração, voltando totalmente suas energias para a espiritualidade, por exemplo, o sexo só é permitido com fins procriativos, ou mesmo prescrevendo o total celibato para seus sacerdotes.

Por outro lado os verdadeiros iniciados, sempre souberam que o caminho que conduz a saúde, a criatividade e a juventude, abrindo as portas da vitalidade, é o caminho do equilíbrio.

Ou seja, os verdadeiros Mestres, quando fazem jus a este título, nunca foram inflexíveis ou extremistas em relação a sexualidade, pois como Kumaras, senhores de Vênus, ou da energia venusiana conhecem e dominam os mistério da energia sexual.

Os ensinamentos desses Mestres, partem do princípio que a Evolução nasce na integração dinâmica das polaridades criativas cósmicas, que se expressam antropomórficamente, no homem e na mulher; e visam promover a saúde, vitalidade e longevidade física, despertando progressivamente os poderes latentes no ser humano.

Estes ensinamentos foram preservados, na Ásia, nos cultos Tântricos e Taoistas; no Oriente médio e Europa, fortemente influenciado pelos egípcios, floresceu nas tradições herméticas conhecidas como Alquimia; chegando até os nossos dias, nos atuais ensinamentos Teosóficos, conhecidos como via dos Gêmeos Espirituais.

Nessa via, o buscador é orientado a trabalhar simultaneamente seus veículos densos e sutis de modo a promover uma mudança radical nos mesmos, através da manipulação da parcela da energia cósmica, existente em sua própria estrutura.

Nossa estrutura densa, que é formada pelo corpo físico-etérico, astral e mental concreto; geralmente é mal trabalhada, focada desequilibradamente no mundo material, devido a forte influência dos restos kármicos das etapas animalescas de nossa evolução, tornando-se por isso mesmo extremamente exigente.

Em contrapartida nosso corpo espiritual, como gérmen potencial, é praticamente inexistente, seus débeis apelos são expressos na forma de esparsos insights, insignificantes e desconexos, para os quais a maioria brutalizada, não consegue explicação.

Numa estrutura assim, a supraconsciência humana, não pode se expressar plenamente.

Nossos corpos densos, precisam ser sutilizados, ou dissolvidos e nossos corpos espirituais, devem ser fortalecidos, ou coagulados, no sentido de Solve et Coagula dos Alquimistas, até atingir um meio termo equilibrado, um novo corpo diferente.

Segundo a via dos Gêmeos Espirituais, é necessário o enfraquecimento dos apelos físicos e o fortalecimento dos corpos espirituais, promovendo a transformação progressiva dos dois corpos, inicialmente distintos, numa unidade conhecida como corpo de prana, corpo energético, corpo imortal ou fluogístico. Este seria o veículo perfeito para manifestação da supraconsciência, ou do Ego dos Teósofos(1). Os iniciados nesses mistérios ensinam, que é possível efetivar isso, através da manipulação da energia bio-psíquica.

Tanto nossos veículos densos, (nossos corpos, físico, astral e mental-concreto), bem como nossos veículos sutis (os corpos mental-abstrato, intuitivo e essencial ou crístico); são basicamente formados por energia, possuindo pouca matéria do plano correspondente. Até mesmo o corpo físico, aparentemente denso, é em sua maior parte formado por energia eletromagnética, que une a pouca matéria existente, através de imensos espaços vazios. Portanto, alterações nesse campo energético, provocariam mudanças, em todos os nossos veículos densos, e sutis.

Os centros energéticos espalhados pelo corpo; conhecidos na tradição hindu, como chacras, Tan Tiens entre os taoistas chineses, ou sefirots(2) na tradição hebraica; juntamente com as glândulas de secreção interna, através dos hormônios e outras substâncias, nos permitiriam realizar as modificações sobre este campo eletromagnético, e consequentemente, em todos os nossos corpos.

Porém, é necessário estimular a produção dessas substâncias glandulares, e a conseqüente liberação dessa energia bio-psíquica.

Segundo os iniciados, isso pode ser alcançado, através da União Sagrada (Hieros Gamus), que é a união nos três mundos, entre o homem e a mulher, que como expressão na face da terra da dualidade dinâmica universal, possuem em si um imenso reservatório de energia vital.

Isso é possível, pois no homem os centros de força, positivos e negativos, são opostos aos da mulher e quando um casal se une nos três mundos, espiritual, psíquica e fisicamente, realizando o Hieros Gamus, seus centros de força atuam um sobre o outro, os positivos dinamizando os negativos, através de um processo de troca dinâmica, que promove a liberação da energia, que é chamada em algumas tradições de Kundaline.

Se os cuidados certos foram tomados anteriormente a essa união e esta for periódica e duradoura, observando determinados ciclos, a energia de Kundaline, acumulada no centro de força básico (chacra raiz), sobe em forma de vapor pelo canal etérico que existe hipostaticamente na região da coluna vertebral, chamado entre os Hindus de Sushumna Nadi; ativando os demais chacras, e através deles atuando na estrutura energética humana.

No corpo físico, esta ativação dos chacras, age sobre algumas glândulas de secreção interna, estimulando sua atividade, essas glândulas passam a segregar seus hormônios, modificando o sangue, as células, promovendo o perfeito funcionamento dos órgãos e dos sistemas do corpo. A liberação natural, porém integrada e acelerada dessas secreções hormonais, promove alterações químicas na corrente sangüínea, dinamizando os poderes latentes do corpo e modificando a consciência.

Dessa forma, os espiritualistas que desejam integrar sua busca espiritual, harmonizando sua vida num todo coerente, devem encarar o sexo como instrumento de transformação, alavancador dos processos evolutivos, tratando-o reverentemente como tal, pois da mesma forma que é pedra de tropeço e de escândalo para o promíscuo, é a pedra bendita dos Alquimistas, promotora de saúde, vitalidade, longevidade física, que desperta progressivamente os poderes latentes no ser humano.

Mas para que a sexualidade possa se tornar um elemento benéfico no caminho do espiritualista, existem algumas recomendações que devem ser observadas :

    1o) Ser heterossexual, devido a impossibilidade de interação energética e troca dinâmica entre dois homens (Yang), ou entre duas mulheres(Yin); 2o) Não ser promíscuo, pois independente da sexualidade no seu aspecto sagrado, ter sido manipulada indiferentemente em culturas polígamas ou monógamas, a promiscuidade sempre foi fator de desequilíbrio energético dos chacras;3o) Canalizar a energia vital para os centros de força superiores, enriquecendo as secreções glandulares, caso contrário ela ficará congestionada nos centros inferiores, criando vários distúrbios e escapando na primeira oportunidade; 4o) Respirar adequadamente, para isso alguns exercícios respiratórios são recomendáveis, equilibrar a alimentação e evitar ingestão de drogas de qualquer espécie; 5o)Fortalecer a Vontade, e a Inteligência Superior, elementos que diferem os seres humanos dos animais; 6o) Desenvolver o amor fraternal por todos os seres vivos, sem o qual é impossível ativar o centro de força cardíaco, que como uma balança, equilibra os centros de energéticos inferiores e superiores(3), e 7o) Conhecer e praticar um sistema iniciático adaptado a cultura e ao tipo psico-físico atual, que conduza o buscador nessa senda.

Independente das más interpretações e daqueles que se escandalizarão com esse assunto, esperamos sinceramente, ter colaborado para auxiliar nossos irmãos espiritualistas, na difícil tentativa de integrar sua sexualidade a sua busca espiritual, apresentando uma outra opção à vida celibatária.

Fonte: ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL PRANA (http://www.saothomedasletras.net/zen/adsexoespiritualidade.asp)

Sexo X Espiritualidade III


Muito similar com o que eu busco em entendimentos e acredito... Posto aqui na íntegra o texto de um amigo "encanado" como eu, em um tempo;
Vamos entender melhor os processos:

"
Mais uma vez eu vivi o privilégio de comprovar, por mim e para mim, que realmente há mais na vida do que a rotina massacrante do dia-a-dia, a que infelizmente acabamos nos acostumando. Creio firmemente que somos assistidos, guiados. Creio numa Força maior, que trabalha constantemente a nosso favor, e que podemos encontrar nossas respostas e soluções, se procurarmos com verdade e discernimento. “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á; porque todos os que pedem, recebem; os que buscam, acham; e a quem bate, se abre.” (Mateus 7:7-11). Continue a leitura e entenda porquê...

Conforme descrito no post anterior, eu vivia um angustiante dilema interior sobre o papel do sexo na vida do buscador. Eu tinha a espiritualidade como prioridade na minha vida, mas mesmo assim, sou um ser humano comum, feito de carne e osso. Entenda-se que para mim, espiritualidade nunca foi sinônimo de alienação, de me desligar da realidade concreta das coisas. Espiritualidade para mim nunca significou pseudo-misticismo, bitolação... Na verdade, eu nunca fui do tipo que acredita em duendes :P...

Desde muito cedo percebi também que espiritualidade é uma coisa distinta de religião, embora na maioria das vezes as duas andem juntas. De um certo ponto de vista, poderia dizer que as diferentes religiões são meios para conduzir o ser humano à espiritualidade. Encontrar essa espiritualidade, para mim, significava encontrar o significado da vida, desvendar os segredos do Universo (só isso), alcançar as respostas para as questões fundamentais, como “Por que estou aqui? Quem sou eu? De onde vim e para onde vou? Há um Deus? Quem é Ele e o que quer? E, porque eu deveria me preocupar em saber o que Ele quer?”. O sentido de tudo, enfim, e outras coisas parecidas...

Interessante notar que a Psicologia clássica, hoje, admite que o ser humano, além de um “animal racional”, como tradicionalmente classificado pela biologia, também é um “animal emocional” e um “animal espiritual”. Isso é assim desde a era das cavernas. Mesmo no período da história humana em que as prioridades absolutas eram proteger a própria pele dos inúmeros e imprevisíveis perigos, e correr atrás (literalmente) do alimento que garantiria a sobrevivência por mais um dia, o homem já tinha consciência da realidade do Transcendente. Objetos e desenhos dos períodos pré-históricos que remontam à época do surgimento do homem na Terra, há cerca de 3,5 milhões de anos, encontrados abundantemente em escavações arqueológicas, demonstram que o homem, nesses períodos primordiais, já praticava rituais em honra a um Poder/Energia superior, que ele acreditava existir acima dele.

Mas então lá estava eu, um homem com um dilema na cabeça, procurando por uma resposta. Muitas vezes as respostas para essas questões internas e íntimas, dúvidas que surgem na minha mente e me perturbam por algum tempo, acabam surgindo como que espontaneamente, afloram em meio aos meus pensamentos, quando menos espero. Outras vezes, aparecem com toda clareza após uma sessão de meditação. Mas dessa vez isso não estava acontecendo. E eu não entendia o porquê. Essa questão era, com certeza, fundamental para o desenvolvimento da minha busca. Não que eu estivesse pensando em me tornar celibatário ou coisa que o valha, mas, como já dito, eu atravessava uma fase prolongada de abstinência que me trazia muitos bons frutos. Eu estava muito feliz assim, e agora podia até entender, de um jeito inteiramente novo, a opção dos monges e seminaristas. Ficar sem sexo, pela primeira vez na minha vida, não me parecia um grande sacrifício.

Mas qual o papel do sexo na vida de um buscador? Qual a sua importância, de que maneira devemos interagir/conviver com essa energia tão poderosa? De que maneira entender o sexo? Que tipo de valor ele têm? Será que deveria ser encarado apenas como meio de procriação, usado somente para “continuidade da espécie”? Ou eu deveria me liberar para curtir esse prazer à vontade, da maneira que bem quisesse, sem culpas ou medos?.. Estes eram os pensamentos de um cara chamado Henrique, há cerca de 7 anos, que não se conformava por não conseguir encontrar suas respostas tão esperadas. Então...

Num finalzinho de tarde de uma sexta feira, eu estava na região central da cidade de São Paulo. Tinha ido buscar minha futura esposa no trabalho, mas cheguei cedo, então resolvi dar uma voltinha pelas ruas próximas ao edifício onde ela trabalha. Passei em frente à livraria “Temos Livros”, na Av. São João, 526. É uma livraria pequena mas charmosa, tradicional na região central da minha cidade. Naquele exato momento, eu não estava pensando em nada em especial. No instante em que entrei na livraria, o fiz apenas por hábito (eu não consigo passar em frente a uma boa livraria sem dar uma entradinha, pra conferir as novidades...). Comecei a olhar as prateleiras, despreocupadamente.
Antes que visse qualquer outra obra, um pequeno livro de capa vermelha, acomodado numa das prateleiras mais baixas, quase no nível do piso, me chamou a atenção: Olhei e vi que era de autoria do guru indiano pelo qual eu tinha um carinho especial, conforme já falei em outros posts
: Paramahansa Yogananda.
Eu pego o livro, que eu ainda não conhecia, olho a arte da capa por um instante, e logo depois o abro. De primeira, abro na página 154, e imediatamente fixo meus olhos num dos seus últimos parágrafos. Bem, eu não vou falar mais nada. Meu relato de hoje termina aqui, e as conclusões deixarei a cargo dos meus possíveis leitores. Abaixo, a imagem da página em que eu abri o livro naquele dia, e a seguir, a transcrição do trecho que li, de pronto, como se a minha atenção tivesse sido atraída para ele.


Eu trouxe o livro para casa sim!!!

“O sexo tem o seu lugar no relacionamento conjugal entre o homem e a mulher. Mas se ele se tornar o fator primordial desse relacionamento, o amor bate as asas e desaparece por completo. No seu lugar aparece então a possessividade, a familiaridade excessiva, os maus tratos, a perda da amizade e da compreensão. Embora a atração sexual seja uma das condições sob a qual nasce o amor, o sexo por si só não é o amor. O sexo e o amor estão tão afastados um do outro quanto o sol e a lua.
Somente quando a qualidade transmutadora do verdadeiro amor é suprema na relação é que o sexo se torna um meio de exprimir o amor. Aqueles que vivem demasiadamente no plano sexual se perdem e não são capazes de encontrar satisfação no relacionamento conjugal. Por meio do auto controle, no qual o sexo não é a emoção determinante, mas apenas incidental em relação ao amor, é que marido e mulher podem saber o que é o amor real. Neste mundo moderno, infelizmente, o amor é quase sempre destruído por causa da ênfase exagerada que se dá à experiência sexual”. "

Sexo X Espiritualidade II

Àquele que ama, tudo é permitido, diz Santo Agostinho.

A sexualidade, na ótica multidimensional, representa a força motriz que encadeia o desenvolvimento do ser. Desde suas origens, o ser humano possui as duas forças: a masculina e a feminina, uma traduzindo os impulsos de domínio, força e gerenciamento da razão nas ações de aprendizado e experimentação, enquanto a outra amplia no ser a noção de afetividade, doçura, encantamento e receptividade.

Quando estas forças estiverem integralizadas, se manifestando de maneira equilibrada no ser, esta criatura terá ultrapassado os limites da reencarnação, não necessitando mais de entrar no mundo corpóreo, podendo existir tão somente nas regiões etéreas.

Os angélicos caminhos do amor puro se iniciam nas ações do sexo primitivo, desde a aglutinação dos cristais, passando pela polinização nas plantas, no domínio da cópula voraz dos animais.

Na verdade, a sexualidade não está nos órgãos nem no corpo, mas na alma, como força motriz da criatividade divina de que todo ser é dotado pelo Criador.
E ela transcende os umbrais da morte física, manifestando-se no espaço extrafísico.

Ranieri, no livro O Sexo Além da Morte, descreve cenas e seres dantescos, cuja manifestação sexual beira as raias da animalidade mórbida, enquanto a exuberante pena mágica de Chico Xavier, manejada mentalmente por Emmanuel, nos premia com cenas de pura afeição e de entrega absoluta na obra Renuncia, onde Alcione é o anjo que incendeia o peito oprimido de um sacerdote, adestrando-o na Arte de Amar.

Sob o ponto de vista energético, podemos dizer que os relacionamentos resultam em interações de corpo vital, etérico e astral. Quando dois seres interagem sexualmente, por algum tempo há uma intercessão entre os corpos de ambos, estabelecendo laços que não são rompidos com facilidade, permeando as ações dos dois até que dissolvam todos os pontos de identificação.

(Fonte: somostodosum arquivos de Wilson Francisco)

quinta-feira, 11 de março de 2010

Sexo X Espiritualidade

Dentro da conceituação judaico-cristã em da visão religiosa tipicamente pisciana, espiritualidade e sexualidade se opõem, e para alcançar a primeira é necessário rejeitar a segunda. Mas no Lamísmo Tibetano, no Tantrismo hindu, no taoísmo indochinês, no Budismo Vajraiana, e principalmente dentro da concepção trans-esotérica a sexualidade é a principal mola da espiritualidade. Ou seja no plano do corpo e do psiquismo a energia sexual corresponde ao poder espiritual. Isto porque a energia sexual, é tão forte que é capaz de gerar um ser, é igualmente capaz de produzir a implosão da consciência (o êxtase) – a chamada Iluminação.

Dentro do Tantrismo, a energia sexual é estimulada para que a Kundaliní entre em atividade e seja canalizada através do Sushumna Nadi (ou canal central) diretamente para o chakra da cabeça, o Sahashara chakra ou chakra espiritual. Sendo que, quando a Kundaliní alcança o sahashara chakra ocorre o estado de cosmoconsciência ou Iluminação. A energia sexual não é sublimada, mas ao contrario, intensificada para que o poder da serpente Kundalinica seja utilizado no processo de espiritualização.

A força da luz espiritual denominada kundaliní shakti, visa portanto resgatar o poder cósmico existente no ser humano, e permitir a sua distribuição pelos chakras, sua irradiação pela vida e por tudo o que existe. É a manifestação do próprio Deus que progressivamente torna-se homem. É a manifestação do homem que progressivamente torna-se semelhante a Deus.

Todo esse processo é desenvolvido dentro do tantrismo, enquanto metodologia trans-esotérica de evolução aquariana, através do Maithuna - o coito ritual entre um iniciado e uma iniciada, em que experiencia-se o Amor a nível do corpo, e este amor é canalizado não só para a espiritualização, como para melhoria pessoal e melhoria do outro..

Fonte: http://www.templosdesaintgermain.com/tantrasexoespirito.html

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